segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

como parar de roer as unhas


Quando há energia demais e você não sabe o que fazer com ela, é comum começar a roer as unhas ou fumar. As pessoas fazem qualquer coisa para se manterem ocupadas — é difícil aguentar a energia parada.

Quando alguém critica esse comportamento, alegando que é "nervosismo", você se sente reprimido. É como se não tivesse liberdade nem para roer as próprias unhas!

As pessoas acabam encontrando formas mais inofensivas de liberar essa energia, como mascar chiclete ou morder a caneta.

Essas são formas muito sutis, ninguém vai reclamar. Se você fumar um cigarro, quase ninguém vai reclamar, mas roer as unhas, que não faz mal algum, parece deselegante e infantil, e você tenta evitar.

Você tem que aprender a viver da forma mais energética, só isso, e todas essas manias desaparecerão. Dance mais, cante mais, nade mais e faça longas caminhadas. Use sua energia de maneira criativa e viva a vida de forma mais intensa. Saia do mínimo e vá para o máximo.

Se estiver fazendo amor, faça-o de forma selvagem, e não com "elegância", pois isso significaria não viver de fato, apenas fazer de conta que está vivendo. Você já não é mais uma criança, então pode fazer o que quiser em sua própria casa. Pule, cante e corra.

Faça isso durante algumas semanas. Você irá parar de roer as unhas sem nem mesmo perceber, pois agora você tem coisas muito mais interessantes para fazer — quem se preocupa com as unhas?

Mas fique atento à causa e não se preocupe demais com os sintomas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

reciclar é preciso








Achei o máximo esta idéia! Serve para decorar festinhas infantis com tema fazendinha, para professores utilizarem com alunos, e para decoração geral, pois fica uma fofura! Me apaixonei! Quem se arrisca tentar? Bjs e ótima semana! Obrigada pela visitinha!
veja mais no:http://reciclagemearte.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009


O macaco e a macaca
Sentados num galho de árvore, o macaco e a macaca contemplavam o pôr-do-sol. Em determinado momento, ela perguntou:
“O que faz com que o céu mude de cor, na hora que o sol atinge o horizonte?”
“Se quisermos explicar tudo, deixamos de viver”, respondeu o macaco. “Fique quieta, vamos deixar o nosso coração alegre com este entardecer romântico”.
A macaca enfureceu-se.
“Você é primitivo e supersticioso. Já não dá mais atenção à lógica, e só quer saber é de aproveitar a vida”.
Neste momento, passava uma centopéia.
“Centopéia!”, gritou o macaco. “Como é que você faz para mover tantas patas em perfeita harmonia?”
“Nunca pensei nisso!”, foi a resposta.
“Então pense! Minha mulher gostaria de uma explicação!”
A centopéia olhou para suas patas, e começou:
“Bem.. eu flexiono este músculo…não, não é bem isso, eu tenho que jogar o meu corpo por aqui…”
Durante meia-hora, tentou explicar como movia suas patas, e, à medida que tentava, ia confundindo-se cada vez mais. Quando quis continuar seu caminho, já não podia mais andar.
“Está vendo o que você fez?”, gritou desesperada. “Na ânsia de descobrir como funciono, perdi os movimentos!”
“Está vendo o que acontece com quem deseja explicar tudo?”, disse o macaco, voltando a assistir o pôr-do-sol em silêncio.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

pelo menos isso...



Washington supera vaias e se transforma no maior artilheiro tricolor pós-Fabuloso
Com 29 gols na temporada, centroavante ultrapassa números de Grafite e fica abaixo apenas de Luis Fabiano, que marcou 46 vezes em 2003

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

olha a criatividade do homem....


Carro foi amarrado com cordas. (Foto: Karina Chamklidjian/VC no G1)

Na quinta-feira, às 18h30, ao passar pelo cruzamento da Rua Mamoré com a Rua Sólon, no Bairro do Bom Retiro, em São Paulo, flagrei um homem tentando levar uma carcaça de um Fiat Tempra para um ferro-velho em sua pequena carroça. No entanto ela não suportou o peso, tombou e interditou parte da pista. O trânsito local foi afetado por causa dos curiosos que pararam para ver a cena.
Karina Chamklidjian








segunda-feira, 23 de novembro de 2009

domingo, 22 de novembro de 2009

lágrimas&risos

A beleza das lágrimas, a beleza do riso; a poesia das lágrimas e a poesia do riso só estão ao alcance dos seres humanos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

dia da consciência negra


Zumbi dos Palmares e o Dia da Consciência Negra

Por Ricardo Barros
Neste dia 20 muitas cidades brasileiras comemorarão o Dia da Consciência Negra. Essa data não existe por acaso. Em 20 de novembro de 1695, Zumbi, principal liderança do Quilombo dos Palmares – a maior comunidade formada por escravos fugitivos das fazendas no interior de Alagoas – foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco, após liderar uma resistência que resultou no início da destruição daquela comunidade. Portanto, comemorar o Dia da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva na memória coletiva essa figura tão importante para a história do Brasil e para o povo negro em particular. Não somente a imagem do líder, mas também a sua importância na luta pela libertação da escravidão e na melhoria das condições de vida para esse povo.Mas, quem foi Zumbi?Ele teria nascido livre, em Palmares, no interior do estado de Alagoas, no ano de 1655. Capturado, foi entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos de idade. Muito inteligente, Zumbi aprendeu rapidamente português e latim e ajudava o religioso na celebração de suas missas. Apesar dessa iniciação na cultura ocidental européia, Zumbi fugiu e foi morar em Palmares. Logo se tornou conhecido por sua destreza e astúcia, sendo considerado um ótimo estrategista militar. Em 1678, o governador da Capitania de Pernambuco, exausto do longo conflito com o Quilombo de Palmares, propôs a Ganga Zumba, líder do povoado, uma trégua: todos os escravos seriam considerados livres se aceitassem se submeter à Coroa portuguesa. Ganga Zumba logo aceitou, mas Zumbi rejeitou a proposta do governador e continuou a resistir às investidas contra o Quilombo.No dia 6 de fevereiro de 1694, após diversas tentativas de destruição do Quilombo, a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apunhalado numa emboscada organizada pelos bandeirantes resistiu, mas foi morto com 20 guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda de que Zumbi era imortal.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

eu achava que já tinha visto tudo...


Empresa espanhola vende pó de ouro como tempero
A Orogourmet vende ouro e também prata comestível em pó em um dosador que se assemelha a um saleiro. Um pote de 100 mg pode custar 50 euros

Já pensou em temperar sua comida com ouro em vez de sal? Pois uma empresa na Espanha está apostando que isto vai se tornar cada vez mais comum. A Golden International Distribuition lançou a Orogourmet, uma empresa especializada em venda de ouro comestível para os restaurantes que quiserem oferecer para seus clientes uma refeição luxuosa. Um pote de 100 mg do produto pode chegar a 50 euros.

Não basta ter, é preciso esbanjar: luxo é comer ouro A Orogourmet vende ouro e também prata comestível em pó em um dosador que se assemelha a um saleiro. O produto também está disponível para venda em forma de lâminas e pedaços. Já que o metal não altera o sabor dos alimentos, a sugestão é usar para decorar de tudo: de drinques até sobremesas.

O ouro na comida já foi visto em outros momentos. Este ano, por exemplo, a loja inglesa de departamento Selfridges colocou a venda um ovo de páscoa com o produto. O chocolate “brilhante” custava mil libras (cerca de R$ 3,2 mil). A intenção da loja agora é colocar o ouro no cardápio de diversos restaurantes.

sábado, 7 de novembro de 2009

a liberdade e a nova dimensão do amor

No momento em que você sente que não depende mais de ninguém, uma profunda serenidade e silêncio caem sobre você, uma tranquila entrega.

Isso não significa que você pare de amar. Pelo contrário, pela primeira vez você conhece uma nova qualidade, uma nova dimensão do amor, um amor que não é mais biológico, que está mais próximo da amabilidade do que qualquer relacionamento.


Osho, em "Amor, Liberdade e Solitude: Uma Nova Visão Sobre os Relacionamentos"

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



a luta continua.....

quarta-feira, 28 de outubro de 2009


O CAMPEÃO VOLTOU !
O CAMPEÃO VOLTOU !
O CAMPEÃO VOLTOU !

terça-feira, 27 de outubro de 2009

espiritos se comunicam por internet?

O nosso entrevistado do mês é o expositor e médium espírita Pedro Vieira. Colabora com o centenário Centro Espírita Cristófilos e com o Centro Espírita Léon Denis, no Rio de Janeiro, além de algumas outras casas.
P: - O Que é exatamente TCI?
R: - A sigla TCI significa "Transcomunicação Instrumental".
O termo "Transcomunicação" foi criado na década de 1980 pelo Prof. Ernest Senkowski, buscando a junção de dois vocábulos: "Comunicação" e "Transcedente", ou seja, uma comunicação que transcenda o mundo em que vivemos, físico. No entendimento espiritualista, uma comunicação com o mundo dos Espíritos.
O termo "Instrumental" mostra o meio por que essa Transcomunicação é conseguida: aparelhos, instrumentos.
De uma forma geral podemos dizer que TCI responde pela "comunicação com o mundo espiritual utilizando-se como meios aparelhos (normalmente eletro-eletrônicos)".

P: - A comunicação pode ocorrer através da internet? Já houve casos assim?
R: - Sim, pode e já houve casos confirmados. Há, entretanto, de se compreender a mesma manifestação exterior ocorrendo por diferentes meios:- Por um computador ligado à Internet ter seu teclado pressionado num fenômeno de efeitos físicos comum.- Por um computador ligado à Internet ter os pulsos elétricos relativos ao teclado ativados num fenômeno de efeito físico elétrico.- Por um computador ligado à Internet ter os pulsos elétricos da linha telefônica ativados por um fenômeno de efeito físico elétrico.- Por um computador intermediário da Internet, sendo a comunicação efetivamente transmitida pela Internet.- Diretamente na máquina do usuário, dando a impressão de que foi recebida pela Internet (em qualquer dos níveis do próprio computador).
A experiência tem nos mostrado, entretanto, que normalmente os fenômenos de TCI pela Internet visam atender a alguém que esteja necessitado e os Espíritos nunca se identificam como desencarnados, já que não é esse seu objetivo.
Podemos dizer, portanto, que esse fenômeno tem sido até mesmo comum, como meio de um contato direto da equipe orientadora espiritual em relação aos trabalhos sérios que visam o consolo e a divulgação da palavra de Jesus, espíritas ou não, através da Internet.

a entrevista completa está em:
http://www.omensageiro.com.br/entrevistas/entrevista-61.htm

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

laptops



Pilotos que 'esqueceram' de pousar avião nos EUA usavam laptops, diz agência
Eles afirmaram às autoridades que se distraíram durante discussão.Mas rebateram as acusações de que tenham dormido a bordo.
Os pilotos do avião da Northwest Airlines que ultrapassou o seu destino em 241 quilômetros na semana passada afirmaram a investigadores norte-americanos que se distraíram durante uma discussão sobre o horário da tripulação que incluía o uso de computadores pessoais, disseram autoridades nesta segunda-feira (26). "Os pilotos disseram que houve um período concentrado de discussão no qual não monitoraram o avião ou chamados (de controladores aéreos), embora tenham afirmado que ouviram a conversa no rádio", disse o Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, na sigla em inglês) após entrevistar os pilotos. "Ambos disseram ter perdido a noção do tempo", disse o conselho de segurança em relatório sobre a investigação, que incluiu revelações sobre o teor da conversa e o uso de computadores pessoais.



Os dois veteranos pilotos comerciais disseram não ter se cansado durante o voo noturno em 21 de outubro, de San Diego a Minneapolis, rebatendo acusações de que teriam dormido. Controladores aéreos tentaram realizar contato com o voo 188, um Airbus A320 com 144 passageiros, por mais de uma hora, com a aeronave a 37 mil pés de altura. Nenhum dos pilotos tinha conhecimento da localização do avião até que uma comissária de bordo os perguntou sobre a hora de chegada prevista, informou o NTSB. O capitão observou seus dados de voo, percebeu o erro e então contatou controladores para uma permissão de retorno. O avião pousou sem incidentes em Minneapolis.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

fdp



Gregorio Álvarez sentenciado a 25 años de prisión
La justicia condenó hoy a 25 años de cárcel al ex dictador Gregorio "Goyo" Alvarez y a 20 años al ex marino Juan Carlos Larcebeau por 37 y 29 homicidios "muy especialmente agravados" respectivamente, cometidos durante la dictadura militar, entre 1973 y 1985.
Los crímenes se enmarcan en las desapariciones forzadas de uruguayos que fueron trasladados desde Argentina en 1978 por el Plan Cóndor que coordinó las dictaduras del Cono Sur.
Alvarez, actualmente encarcelado y de 83 años, fue procesado por el delito de homicidio especialmente agravado —y no desaparición forzada— por el caso de 37 militantes, y Larcebeau por 29 homicidios, dijo el abogado denunciante Oscar López Goldaracena.
La sentencia, a cargo del juez Luis Charles, es una "dignificación de las víctimas", subrayó Goldaracena, quien destacó la importancia de que se reconozcan los hechos como "crímenes de lesa humanidad".
"Lo que es importante es que se le condenó por las desapariciones forzadas de uruguayos en Argentina, trasladados al Uruguay en el año 78, por 37 homicidios muy especialmente agravados", manifestó el abogado al canal 4 de televisión.
La sentencia sobre dos exponentes de la dictadura acontece a poco de que los uruguayos decidan en plebiscito este domingo sobre la continuidad de la Ley de Caducidad que se promulgó en 1986 y amnistió mayormente a policías y militares acusados de violar los derechos humanos en el gobierno castrense.
Una de esas excepciones permitió el procesamiento de Alvarez en 2007.
"Para nosotros es un momento importante porque demuestra que se puede acceder a la verdad por intermedio de la Justicia", agregó Goldaracena, quien convocó a los uruguayos a votar el domingo por la anulación de la controvertida norma.
El ex dictador no se presentó al juzgado aduciendo problemas de salud mientras Larcebau acudió el mediodía a la sede judicial donde, tras prestar declaración, Charles le comunicó la sentencia.
La citación, tanto a Alvarez como Larcebau, fue solicitada por Charles para notificarles a ambos la sentencia impuesta tras su procesamiento por crímenes de lesa humanidad.
La sentencia dio lugar al pedido de la fiscal Mirtha Guianze que reclamó una condena de 20 años para Larcebeau y 25 para µlvarez.
Avarez será visitado en la cárcel de Domingo Arena por un médico forense que constatará el estado de salud que adujo para no concurrir a la sede judicial y, en caso de que se confirme su imposibilidad de presentarse ante el juez será notificado de su sentencia en la cárcel.
Jefe del ejército en 1978 y 1979 y presidente de facto entre 1981 y 1985, Alvarez está preso desde diciembre de 2007 junto a una decena de uniformados acusados de violaciones a los derechos humanos.
Según organizaciones de derechos humanos son unos 200 los uruguayos desaparecidos, la mayoría en episodios ocurridos en Argentina en virtud del Plan Cóndor, el esquema represivo que coordinó las dictaduras del Cono Sur en los años 70 y 80.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

o companheiro tá gaga (o que é uma pena)



O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) desfilou nesta quinta-feira (15) de cueca vermelha pelo Salão Azul do Congresso Nacional, atendendo a um pedido de um programa humorístico. Conhecido por sua irreverência, o senador já protagonizou a distribuição de cartão vermelho ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no auge da crise política enfrentada pela Casa, e até cantou um rap do Racionais MC em uma das comissões do Senado, em 2007. (Foto: Roberto Stuckert Filho/Agência O Globo )

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

pepe



Una pareja aficionada a la huerta, el tango y el Quijote
La historia de Lucía Topolansky y José Mujica se escapa de "lo tradicional". No se conocieron en ningún baile, ni reunión y no tuvieron siquiera una etapa de noviazgo. Sus vidas se cruzaron en medio de "la velocidad que implica la militancia política".
La senadora del MPP y el candidato presidencial del Frente Amplio comenzaron su relación de pareja en 1972, en la clandestinidad de la guerrilla, "aunque esto no signifique menos poesía", como ella se encarga de subrayar.
Una vez que salieron de prisión, en 1985, se instalaron en una chacra en Rincón del Cerro -"Pueblada", donde viven actualmente- y se dedicaron al cultivo de flores, un oficio que Mujica había aprendido de su madre en la niñez y que él mismo enseñó a Lucía. En su juventud el líder de la coalición de izquierda había trabajado de florista. Hoy, en la chacra, la pareja planta y cosecha hortalizas y tomates, tareas que Mujica también aprendió de su familia, en este caso de sus abuelos, quienes vivían en Carmelo.
Pese a su actividad política, Mujica aún prosigue sus labores en la chacra, "como una forma de aflojar la tensión y hacer terapia", explica su esposa.
LIBROS Y BICICLETA. Lucía Topolansky define a su marido como un "paisano politizado y culto con una gran admiración por la ciencia, el conocimiento y la cultura". Una de sus pasiones es la lectura, hobbie que genera una sobrepoblación de libros en las bibliotecas, que ella todos los años se encarga de limpiar, aunque sin suerte porque a los pocos meses están desbordadas de nuevo. Uno de los ejemplares que siempre permanece es El Quijote, que para Mujica constituye una "imagen fantástica porque es el principio de la utopía".
En las madrugadas, la lectura oficia muchas veces como canción de cuna. Mujica suele desvelarse y para recomponer el sueño se prepara un té y lee una hora. Una vez terminado el ritual vuelve a la cama y misión cumplida. "Cuando uno se pone viejo, cambia el sueño, pero además es la hora en que más le rinde la lectura porque no suena el teléfono y no hay interrupciones", dice Lucía.
El timbrazo del despertador a las 6 de la mañana se encarga de romper el silencio en la chacra. Mujica prepara el mate y lo ceba para los dos, desayunan y si tienen tiempo lo dedican a hacer ejercicio, emprendiendo caminatas o bicicleteadas por el barrio.
La afición por la bicicleta es otra herencia de su juventud. A los 18 años y con mucho esfuerzo se compró su primera bicicleta, una Peugeot que todavía conserva, y con la que corrió varias veces por el Club Tompkinson.
Para romper la rutina, las mañanas de los domingos suelen estar dedicadas a la música. El tango es lo que más se escucha, cuando Atahualpa Yupanqui, por iniciativa del jefe de casa, no le roba algunos minutos. Mientras, Lucía cocina. "Pepe no es bueno para eso".
Como buen descendiente de italianos, "le gusta la pasta y la pizza. Y como buen uruguayo le gusta la carne. Ahora hemos incorporado el pescado en la dieta, porque a uno se lo recomiendan".
CRISIS DE ABUELOS. Ella no lo tenía planeado, pero un día después de muchos años de convivencia, él le propuso casamiento. El 8 de octubre de 2005 lo celebraron en su chacra ante un juez y dos parejas de vecinos. "Una formalidad que quiso Pepe, porque un papel no cambia nada. Si nosotros hubiéramos tenido hijos hubiera sido distinto".
En lo que sí están de acuerdo es en que ser padres hubiera constituido otra aventura, "pero las condiciones de vida antes de estar detenidos no lo habilitaba, después vinieron los años de cárcel y luego no se dio". No obstante, siempre están rodeados de niños porque las tres familias que viven en la chacra tienen hijos.
"Yo no sé explicar el fenómeno que se da entre Pepe y los niños, que lo adoran. Ven a Pepe como un abuelo", subraya Lucía. Quizás tenga razón él cuando dice que "hoy asistimos a una crisis de abuelos". Los niños "no tienen tantas vivencias con sus abuelos", asegura.
Según su esposa, el lenguaje llano y su estilo descontracturado fomentan esta admiración, que a la vez se ve alimentada por el poder de la televisión. "Capaz que lo ven como un personaje de la ficción que se lo encuentran en la realidad".
VESTIDO DE TRAJE. "¡Ah! Quedó de lo más elegante, con pinta. Quedó lindo", exclama Lucía cuando se le pregunta la impresión que le causó Mujica vestido de traje. Acostumbrada a su estilo más informal señala que "La gente que está en la organización de la campaña se lo planteó y no pasa nada. Si se precisa cierto protocolo hay que cumplirlo, la ropa no cambia en nada la esencia".
Sobre la pareja, Lucía señala: "Somos bien distintos pero complementarios. Los vínculos de pareja están hechos de arte y de consensuar, porque no hay nadie que coincida con otro de la A a la Z".
Y agrega: "Cuando uno comprende que esta vida es la única que uno tiene para vivir, la verdad que perder el tiempo en discusiones es tremendo".

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

cínico


Escritor José Saramago acusa Bento 16 de "cinismo"
O escritor português José Saramago chamou o papa Bento 16 de "cínico" e disse que a "insolência reacionária" da Igreja Católica precisa ser combatida com a "insolência da inteligência viva".
"Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar seu neomedievalismo universal, um Deus que ele jamais viu, com o qual nunca se sentou para tomar um café, mostra apenas o absoluto cinismo intelectual" desta pessoa, disse o Nobel de Literatura em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D'Arcais.
Reacionarismo da Igreja deve ser combatido com "insolência da inteligência", diz Saramago
Saramago, por sua vez, encontra-se na capital italiana para divulgar o livro "O Caderno" e se reunir com amigos italianos, como a vencedora do Nobel de Medicina Rita Levi Montalcini.
No colóquio com Flores D'Arcais, Saramago afirmou que sempre foi um ateu "tranquilo", mas que agora está mudando de ideia.
"As insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder", afirmou.
Segundo Saramago, a igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.
A visita de Saramago a Roma acontece a um dia do lançamento do seu mais novo livro "Caim", no qual volta a tratar da religião.

sábado, 10 de outubro de 2009

comer,comer.....



Para comer com os olhos
Conceito de comida divertida ajuda os pequenos a se alimentarem melhor

Quem tem crianças em casa sabe a aventura que é incluir legumes e verduras no prato dos pequenos. O britânico Mark Northeast, 36 anos, encontrou uma maneira divertida de estimular o apetite de seu filho, Oscar, quatro, e tornar mais agradável a hora das refeições. Usando sua criatividade de webdesigner, Northeast criou sanduíches supersaudáveis inspirados em simpáticos personagens de desenhos animados, entre eles Charlie & Lola, Bob Esponja, Nemo e Hello Kitty, além de animais e objetos como um foguete espacial e um navio pirata.

– Começou como uma brincadeira para animar meu filho, que estava um pouco aborrecido e não queria comer um sanduíche normal. Então decidi fazer um com a forma de um foguete, e ele devorou rapidamente. Na semana seguinte fiz um navio pirata e, novamente, ele comeu muito rápido – conta Northeast por telefone, da cidade de Littlehampton, localizada a cerca de 80 quilômetros da capital inglesa, Londres.

Em pouco tempo, Mark percebeu que frases como "com comida não se brinca" já não faziam sentido. A partir de então, começou a acrescentar nas receitas ingredientes que Oscar normalmente não comeria. Misturados com queijo e presunto, itens como alface, cenoura, tomate e pepino passaram a ser devorados com gosto pelo menino. E, com o uso de pães de diversas cores (branco, integral, de cenoura, etc), os lanches tornaram se ainda mais apetitosos.

– Devemos incentivar as crianças a comerem pão preto, que é mais saudável. No Reino Unido estão cada vez mais fazendo isso – afirma o webdesigner.

A ideia dos sanduíches divertidos chamou a atenção dos britânicos, e o sitehttp://www.funkylunch.com/ , que traz fotos e outras informações dos lanches, tem recebido uma média de 10 mil acessos por dia. Em 2010, Mark deve lançar um livro com as receitas mais simples. Ele também pensa na possibilidade de criar tortas com formas de castelos e fazer menus sob medida.

Para Mark, a rotina de oferecer aos filhos sempre as mesmas opções é o que faz com que as crianças percam o apetite na hora das refeições. A dica, segundo ele, é variar o cardápio e proporcionar momentos de descontração à mesa. Fugir da famigerada fast food é outro conselho.

– Se você colocar batata frita e um sanduíche normal na frente de uma criança, ela provavelmente vai olhar para a batata frita. Mas se você colocar um sanduíche na forma de um personagem de TV ou algo parecido, eles prestariam mais atenção nisso. É uma boa forma de manter a criança envolvida com a comida. Se você cria a oportunidade de experimentarem aos poucos, até elas mesmas podem fazer, brincar com alguns ingredientes, acho que vão ficar mais interessadas – aconselha. – É claro que não precisa fazer isso sempre, apenas de vez em quando, e mostrar o quanto é bom. É só o primeiro passo para incentivá-las a experimentar algo diferente.

Para isso, Mark garante que não é preciso nenhum ingrediente difícil de encontrar:

– É só abrir a geladeira e ver: "bem, tenho pepino, tomate, queijo, presunto e pão. O que posso fazer?". Entre cinco e 10 minutos é possível fazer um sanduíche.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

não te perturbes

Se perguntássemos ao grão de trigo que opinião alimenta acerca do moinho, naturalmente responderia que dentro dele encontra a casa de tortura em que se aflige e sofre; no entanto, é de lá que ele se ausenta aprimorado para a glória do pão na subsistência do mundo.

Se indagássemos da madeira, com respeito ao serrote, informaria que nele identifica o algoz de todos os momentos, a dilacerar-lhe as entranhas; todavia, sob o patrocínio do suposto verdugo, faz-se delicada e útil para servir em atividades sempre mais nobres.

Se consultarmos a pedra, com alusão ao buril, certo esclarecerá que descobriu nele o detestável perseguidor de sua tranqüilidade, a feri-la, desapiedado, dia e noite; entretanto, é dos golpes dele que se eleva aos tesouros terrestres, aperfeiçoada e brilhante.

Assim, a alma. Assim, a luta...

Peçamos o parecer do homem, quanto à carne, e pronunciará talvez impropriedades mil.
Ouçamo-lo sobre a dor e registraremos velhos disparates verbais.
Solicitemos-lhe que se externe com referência à dificuldade, e derramará fel e pranto.

Contudo, é imperioso reconhecer que do corpo disciplinado, do sofrimento purificador e do obstáculo asfixiante, o Espírito ressurge sempre mais aformoseado, mais robusto e mais esclarecido para a imortalidade.

Não te perturbes, pois, diante da luta, e observa.

O que te parece derrota, muita vez é vitória. E o que se te afigura em favor de tua morte, é contribuição para o teu engrandecimento na vida eterna.

EMMANUEL
"Não te perturbes"
(Do livro Fonte Viva, 16, FCXavier, FEB)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

gracias a la vida


El cortejo fúnebre con los restos de Mercedes Sosa arribó al cementerio de la Chacarita, donde fue rebido por una multitud, cuyo aplauso saludó el paso de la caravana. Minutos después de la llegada, se lleva a cabo un oficio religioso, antes de la ceremonia de cremación, que estará restringida a su círculo más íntimo. Las cenizas de la artista serán esparcidas por la ciudad de Buenos Aires, Mendoza y Tucumán, su provincia natal, como fue su deseo en vida.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

esse texto é bom para alguns clientes do brique


Pague o preço justo
Nixivan havia reunido seus amigos para jantar, e estava cozinhando um suculento pedaço de carne. De repente, percebeu que o sal havia terminado.

Nixivan chamou o seu filho: “Vai até a aldeia, e compre o sal. Mas pague um preço justo por ele: nem mais caro, nem mais barato”.

O filho ficou surpreso: “Compreendo que não deva pagar mais caro, papai. Mas, se puder barganhar um pouco, por que não economizar algum dinheiro?”

“Numa cidade grande, isto é aconselhável. Mas, numa cidade pequena como a nossa, toda a aldeia perecerá”.

Quando os convidados, que tinham assistido a conversa, quiseram saber porque não se devia comprar o sal mais barato, Nixivan respondeu: “Quem vender o sal abaixo do preço, deve estar agindo assim porque precisa desesperadamente de dinheiro. Quem se aproveitar desta situação, estará mostrando desrespeito pelo suor e pela luta de um homem que trabalhou para produzir algo”

“Mas isso é muito pouco para que uma aldeia seja destruída”.

“Também, no início do mundo, a injustiça era pequena. Mas cada um que veio depois terminou acrescentando algo, sempre achando que não tinha muita importância, e vejam onde terminamos chegando hoje”.
Postado por Paulo Coelho em 23 de setembro de 2009 às 00:24


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

o rio grande da yeda

Foto:Jean Pimentel


Churrasco em plena pista para protestar contra buracos em Sananduva
Manifestantes usaram os declives da estrada como churrasqueira para assar carne
Um protesto inusitado interrompeu o trânsito de veículos no km 60 da estrada que liga Sananduva à BR-285 (RS-126), no norte do Estado. O grupo usou os buracos da estrada como churrasqueira para assar carne. Eles promoveram o ato para protestar contra as péssimas condições da rodovia, que prejudica o tráfego em uma importante via daquela região.

Por causa do manifesto, a estrada ficou interrompida das 10h às 13h50min. A ação contou com o apoio de municípios da região e da Câmara de Vereadores de Sananduva.

john bonham

John Henry Bonham (Redditch, 31 de Maio de 1948 — Clewer, 25 de Setembro de 1980) foi um baterista inglês e pertenceu na banda Led Zeppelin

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

sorte

Ele me olhou por 24 anos
Causando-me arrepio e medo
parecia em si mesmo, desumano
Quando naquela noite de junho me disse que veio

Não entendi ao certo sua vinda
Eu não o senti chegando
Eu não entendi em nada, simplesmente em nada
Só vi que ele veio, só vi ele se aproximando

Ouso acreditar que sua vinda foi para me esfregar os olhos
Me mostrar que a vida vivida não era a minha vida vivida
Era vida deles vivida, a vida dos outros vivida

Sobreviver nesse círculo, sobreviver na roda que roda
No som de uma melodia que não termina
Nos traços de um desenho que não desbota
Nas drogas de qualquer anfetamina

Me mostrou que esse moço (quiçá, até uma moça) não veio para abalar
Nem tampouco para me embriagar ou me fazer esquecer
Desabotoou minha camisa e me disse, cheguei pra te amar
Isso não! Só quero alguém que me mostre o lado humano do meu ser, apenas isso

Ele começou a escrever sua história em mim com um lápis
As suas formas foram regrando e cercando o meu viver
Ele se apresentou como AIDS
Mas nunca me deixou desaprender que viver é só sobreviver

Começou a ser um vivente do meu sangue
Um vivente da minha carne, da minha alma e dos meus medos
Um vivente embriagado, infiltrado, palpitante e inerente
Um vivente que sorri quando eu acordo e que morre quando eu esqueço
Não sou eu que sobrevivo a ele
Ele sobrevive por mim
Sorte dele ter me encontrado
Sorte minha te-lo entendido
Sorte minha te-lo aceitado
Sorte minha te-lo amordaçado dentro de mim
Sorte

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

20 de setembro,revolução farroupilha





SIRVAM NOSSAS FAÇANHAS DE MODELO A TODA TERRA

sabino


Certeza
De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...

Fernando Sabino

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

nada acontece por acaso...


é um sinal que o circo tá pegando fogo....

sexta-feira, 11 de setembro de 2009


Se o roteiro de sua vida lhe fosse dado quando você estivesse chegando ao mundo - "Essa será sua vida; você se tornará violonista" - sua vida seria mecânica.

Somente o funcionamento de uma máquina pode ser previsto, o do homem não. O homem é imprevisível. O homem é sempre um canal aberto... uma fonte de mil e uma potencialidades.

Muitas portas se abrem e muitas alternativas se apresentam a cada passo - e você tem que escolher, você tem que sentir. Mas, se você ama sua vida, será capaz de achar o que deseja.


Osho, em "Criatividade - Liberando sua Força Interior"

terça-feira, 1 de setembro de 2009

eu sei o que vocês fizeram no sábado passado




Celebridades chegando ao show da Fernanda Takai.

fizeram pose para os paparazzi

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

por que o sexo é um tabu?



Perguntaram a Osho: Por que o sexo é um assunto que deixa as pessoas tão pouco à vontade? Por que ele é um tabu?
Simplesmente porque as pessoas, há séculos, têm uma vida sexual reprimida. Elas aprenderam, com os profetas, messias e salvadores de todas as religiões, que sexo é pecado.

No meu entender, o sexo é a nossa única energia, é energia vital. O que você faz com ela só depende de você. Ela pode vir a ser pecado como também pode ser o ponto culminante de sua consciência. Tudo depende de como você usa essa energia.

Existiu um tempo em que não fazíamos nem idéia de como usar a eletricidade. Ela sempre existiu - na forma de raios e relâmpagos -, chegando inclusive a matar pessoas, mas hoje ela está à nossa disposição. Faz tudo o que queremos que ela faça.

O sexo é bioeletricidade. A questão é como usá-la. E o primeiro princípio é não condenar essa energia. No momento em que condenamos alguma coisa, já não podemos mais usá-la.

O sexo precisa ser aceito como uma coisa normal e natural da vida - assim como o sono, a fome e tudo mais.

Além disso, o sexo precisa ser aliado à meditação. Depois que isso é feito, todo o seu caráter se transforma.

O sexo sem meditação só pode gerar bebês. O sexo com meditação pode nos proporcionar um renascimento, pode fazer de nós seres humanos diferentes.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

fernanda takai


estaremos lá no bourbon para te curtir.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Buenos Aires ganhará escultura de Mafalda neste domingo


Buenos Aires, ganhará no próximo domingo (30) uma escultura da personagem Mafalda, feita pelo artista plástico Pablo Irrgang. A obra é uma homenagem a Joaquín Salvador Lavado, o Quino, o criador da tirinha. A peça, que mede 80 centímetros de altura, será instalada em frente ao prédio onde o quadrinista morou, no bairro de San Telmo(Defensa e Chile)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

marcha mundial pela paz e pela não-violência(outubro 2009-janeiro 2010)


A Marcha Mundial começará na Nova Zelândia, no dia 2 de outubro de 2009, aniversário do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas como “Dia Internacional da Não-Violência”. Terminará na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, aos pés do Monte Aconcágua em 2 de janeiro de 2010. Durante esses 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. Cobrirá uma distância de 160.000 km por terra. Alguns trechos serão percorridos por mar e por ar. Passará por todos os climas e estações, desde o verão tórrido de zonas tropicais e o deserto, até o inverno siberiano. As etapas mais longas serão a americana e a asiática, ambas de quase um mês. Uma equipe base permanente de cem pessoas de distintas nacionalidades fará o percurso completo.

A marcha é uma iniciativa do Mundo sem Guerras, uma organização internacional impulsionada pelo Movimento Humanista, que trabalha há 15 anos no campo do pacifismo e da não-violência.

No entanto, a Marcha Mundial será construída por todos. Está aberta à participação de toda pessoa, organização, coletivo, grupo, partido político, empresa, etc., que compartilhe a sensibilidade deste projeto. Portanto, não se trata de algo fechado, e sim de um percurso que irá se enriquecendo graças às atividades que se coloquem em marcha conforme as diversas iniciativas.

Por isso, convidamos para a participação ativa: que cada um contribua com sua criatividade, à medida que a Marcha passe por cada lugar, em uma convergência de múltiplas atividades com capacidade para tudo aquilo que a imaginação seja capaz de conceber.

Os canais de participação são múltiplos, destacando a participação virtual na MM, através da Internet.

É uma marcha das pessoas e para as pessoas, que pretende chegar à maioria da população mundial. Por isso, convocam-se todos os meios de comunicação para que difundam esta volta ao mundo pela Paz e pela Não-Violência.
Em sua passagem pelas cidades, serão realizados todos os tipos de fóruns, encontros, festivais, conferências e eventos (esportivos, culturais, sociais, musicais, artísticos, educativos, etc.) que irão sendo organizados à medida que surjam iniciativas em cada lugar.

No momento, já contamos com centenas de projetos que pessoas e organizações colocaram em marcha.

Para quê?

Para denunciar a perigosa situação mundial que está nos levando à guerra com armamento nuclear - um beco sem saída e a maior catástrofe humana da história.

Para dar voz à maioria dos cidadãos do mundo que não estão a favor das guerras nem da corrida armamentista. Todos nós sofremos as conseqüências da manipulação de uns poucos, porque não nos unimos para dar um sinal. É chegada a hora de que cada um demonstre sua postura, seu rechaço. Une teu sinal ao de muitos outros e tua voz terá que ser escutada!

Para conseguir: a eliminação das armas nucleares em nível mundial; a retirada imediata das tropas invasoras dos territórios ocupados; a redução progressiva e proporcional de armamentos convencionais; a assinatura de tratados de não-agressão entre países; e a renúncia dos governos a utilizar a guerra como meio para resolver conflitos.

Para evidenciar outras diversas formas de violência (econômica, racial, sexual, religiosa), escondidas ou disfarçadas pelos que as provocam e para proporcionar àqueles que a sofrem uma maneira de se fazer escutar.

Para, da mesma maneira que aconteceu com a ecologia, criar uma consciência global da necessidade de uma verdadeira Paz e de repúdio a todo tipo de violência.


PAÍSES E TERRITÓRIOS DO ITINERÁRIO

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Oceania e Ásia Oriental:
Austrália. Filipinas. Japão. Nova Zelândia. Papua-Nova Guiné. Timor Oriental.
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Ásia Continental:
Bahrain. Bangladesh. China. Coréia do Norte. Coréia do Sul. Emirados Árabes Unidos. Federação Russa. Índia. Iraque. Israel. Mongólia. Nepal. Palestina. Paquistão. Turquia.
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Europa:
Alemanha. Áustria. Bélgica. Bielo-Rússia. Bósnia e Herzegovina. Croácia. Dinamarca. Eslováquia. Eslovênia. Espanha. Estônia. Federação Russa. Finlândia. França. Gibraltar. Grécia. Holanda. Hungria. Islândia. Itália. Luxemburgo. Macedônia. Noruega. Polônia. Portugal. Reino Unido. República Tcheca. Sérvia. Suécia. Suíça. Turquia.
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África:
África do Sul. Argélia. Benin. Burkina Faso. Camarões. Congo. Costa do Marfim. Egito. Gâmbia. Gana. Guiné-Bissau. Guiné-Conacri. Libéria. Mali. Marrocos. Mauritânia. Moçambique. Níger. Quênia. Senegal. Serra Leoa. Suazilândia. Tanzânia. Togo. Uganda. Zâmbia.
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América:
Argentina. Bolívia. Brasil. Canadá. Chile. Colômbia. Costa Rica. El Salvador. Equador. Estados Unidos. Guatemala. Haiti. Honduras. México. Nicarágua. Panamá. Paraguai. Peru. República Dominicana. Uruguai. Venezuela.
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Antártida

mais informação:
http://www.theworldmarch.org/

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

o último lambe-lambe



A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, nesta segunda-feira, projeto do Executivo que concede benefício financeiro vitalício de dois salários mínimos a Varceli Freitas Filho, conhecido como último fotógrafo lambe-lambe da Capital.

O projeto é assinado pelo vereador Sebastião Melo (PMDB), que ocupou o cargo de prefeito quando a proposta foi formalizada. Na exposição de motivos, Melo explica que Varceli trabalha na Praça XV há 30 anos e que hoje exerce seu ofício também aos domingos, no Brique da Redenção.

Varceli lamenta a dificuldade de se manter com sua profissão:

— Aqui na Praça não dá nem para o cafezinho. O único dia que eu consigo pegar duas fotos é sábado, quando o pessoal passeia mais. Dia de semana não adianta vir aqui, o pessoal passa mas não para.

Atualmente, Varceli não vai todos os dias à Praça XV. Além de sofrer as consequências de um atropelamento que prejudicou sua perna direita, o trabalho não compensa.

Entretanto, há cinco anos está presente no Brique da Redenção, onde diz sentir-se satisfeito:

— Domingo eu levanto às 8h, tomo meu banho, meu café e vou pra lá, chegando por volta das 10h. Me dá aquela vontade de ser lambe-lambe! Não é porque lá eu faço mais fotos. É porque tenho prazer em exercer essa profissão, que está no meu sangue. Só vou deixar de ser lambe-lambe quando morrer.

As informações são da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.



Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
Mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada espera de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais do que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentros dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade
(1902-1997)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

mais barriguinha


Que barriga as mulheres querem ver?
No post anterior falamos sobre a moda da pancinha para homens. Aproveito para escrever sobre outra barriga, feminina, que tem dado o que falar: a da modelo Lizzi Miller, também conhecida como “a mulher da página 194” da edição de setembro da revista americana Glamour. O que há de especial nela? Nada. O que causa espanto é que a publicação da foto acima cause espanto. E foi o que aconteceu: essa barriga normal, com uma dobrinha, chamou a atenção das leitoras da revista feminina e virou notícia na web (li sobre ela no blog Jezebel).

Segundo a editora-chefe da Glamour, Cindi Leive, assim que a revista chegou às bancas a redação começou a receber emails sobre a foto de Lizzi. Com 12,5 por 9 centímetros, ela ilustrava uma reportagem sobre auto-imagem (“O que todo mundo menos você percebe sobre seu corpo”). Em um blog da Glamour, Cindi se disse surpresa com a repercussão: “A foto não era de uma celebridade. Não era de uma supermodelo. Era de uma mulher sentada de lingerie com um sorriso no rosto e uma barriga que parece… espere… normal.”

As mensagens indicavam aprovação: “Estou sem fôlego de alegria… Amo a mulher na página 194!”; “Essa linda mulher tem um estômago real, e será que eu vi até algumas estrias? É essa a aparência da minha barriga após dar à luz meus dois filhos incríveis!”

No fim das contas, a barriga de Lizzi levantou a discussão sobre como as mulheres querem se ver nas revistas femininas. Com que imagens elas querem ser representadas e o que as inspira. O que você acha?

(Detalhe: aos 20 anos, Lizzi trabalha como modelo da categoria “plus size”, de tamanhos grandes.)

será que vai pegar?



Pancinha é tendência no verão americano
Muito curiosa a coluna de Guy Trebay, editor de moda do The New York Times, na semana passada. Eis sua descrição de um dos looks masculinos mais cool do verão norte-americano: bermuda na altura do joelho, camiseta com gola em V, tênis sem cadarço tipo Vans, chapéu de palha e, acreditem, uma charmosa pancinha despontando na camiseta. “Saliente o suficiente para aparecer no corte folgado das camisetas, mas não tão grande a ponto de ser chamada de barriga de cerveja, a pancinha está em todo lugar”, escreveu o colunista. ”Sustentar uma pancinha é um privilégio masculino antigo, que significa prosperidade em muitas culturas e também representa uma libertação da ansiedade com a imagem do corpo, que persegue as mulheres desde Eva”. Pois é. O ideal He-man parece estar com os dias contados.

Até pouco tempo, os homens não se sentiam obrigados a exibir um abdômen de tanquinho. Tudo mudou quando as mulheres entraram em massa no mercado de trabalho. Segundo David Zinczenko, editor de uma revista de ginástica masculina norte-americana, a competição os obrigou a se imbuir de uma armadura física (músculos, no caso) para mostrar como seriam mais fortes que as mulheres.

Para o colunista do NYT, a volta da pancinha pode ser descrita por vários fatores. Sobrou até para o presidente Barack Obama. Pode ser uma maneira de se opor, de contrariar o modelo disseminado por um presidente que faz ginástica toda manhã e tem uma barriga plana.

Além disso, pode ser também um retorno à masculinidade. Para ele, não é legal para um homem dar a entender que tem muito tempo de sobra para cuidar do próprio corpo. Segundo Aaron Hicklin, editor de outra revista masculina, “o que antes parecia jovem e quente, tanto para gays como para heteros, agora é passado”. Essas e outras afetações metrosexuais podem soar como futilidade.

Será?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

drummond(1902-1987)


Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas

Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas
detêm a mão ansiosa: Devagar.
Cada pétala ou sépala seja lentamente
acariciada, céu; e a vista pouse,
beijo abstrato, antes do beijo ritual,
na flora pubescente, amor; e tudo é sagrado.

Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

paris


Paris é a tentativa de Cédric Klapisch na estrutura multiplot - aquelas histórias que se desenvolvem paralelamente e terminam de alguma forma por se entrelaçar. A forma canônica foi estabelecida por Robert Altman em filmes como Nashville e Short Cuts, inspiradores de Antes da Chuva, de Milcho Manchevski, ou Amores Brutos, de Alejandro González Iñárritu, para citar apenas exemplos mais recentes e de sucesso.

Neste filme, como indica o título, Klapisch ambienta histórias na capital francesa, na grande cidade que abriga dramas e comédias humanos em doses fartas. Entre os personagens estão o bailarino (Romain Duris) que precisa de um transplante cardíaco; sua irmã (Juliette Binoche), assistente social desiludida com os homens; e o professor universitário (Fabrice Lucchini), historiador especializado em Paris, que paquera uma de suas alunas mais bonitas.

Várias outras histórias paralelas se desenvolvem e se cruzam com estas três básicas e o filme não deixa de ter encanto. Em especial pela maneira mais amorosa que engenhosa como os personagens são desenvolvidos contra o pano de fundo de uma cidade que, como todas as metrópoles, parece agressiva, indiferente, tão cheia de vida como esmagadora.

Klapisch busca tom caloroso para retratar seus personagens, mas nem por isso de maneira piegas. Faz a emoção aflorar, com senso de contenção. Contempla, ainda, a diversidade cultural e étnica de uma cidade como Paris, pluralidade que muitas vezes leva as pessoas a rever conceitos ou, pelo contrário, a reforçar preconceitos. As duas atitudes contrárias estão lá, representadas. Enfim, a cidade é um ser vivo, pulsante, às vezes monstruoso e um tanto enlouquecedor. E, nela, as pessoas são induzidas a pensar-se como superpoderosas, até que alguma contingência revele sua fragilidade. É quando o sentido de humanidade pode aflorar de alguma maneira.
por Luiz Zanin, Seção: Cinema, Estadão.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

woodstock,40 anos




Casal-símbolo lembra de Woodstock: 'cansados, molhados e apaixonados'
Capa do LP do festival, Nick e Bobbi Ercoline seguem juntos após 40 anos.‘Não mudou nada, ainda somos daquele jeito’
Nick e Bobbi Ercoline são protagonistas de uma das histórias mais românticas do movimento hippie. O casal que virou ícone da geração Woodstock ao figurar na capa do álbum e no pôster do documentário sobre o festival, lançado em 1970, está junto até hoje e ainda mora próximo a Bethel, cidadezinha no estado de Nova York, onde há 40 anos (entre 15 e 17 de agosto) centenas de milhares de pessoas se reuniram para celebrar "3 dias de paz e música".
“Acho que a nossa foto resume bem a ocasião. Ela simboliza todo o evento por traduzir a paz que reinava por lá. É uma foto de um casal de jovens, que estavam cansados e molhados, mas também calmos, em paz e profundamente apaixonados", lembra Nick, "E estamos juntos até hoje. Você pode nos ver na rua andando de mãos dadas e nos beijando. Não mudou nada, ainda somos daquele jeito.”

Eles estavam namorando havia três meses quando foram ao festival. Nick conheceu Bobbi através de um colega de trabalho, namorado dela. Um dia ele foi para o litoral com os amigos sem avisar Bobbi e o namoro acabou. Quem se deu bem foi Nick, que tinha virado amigo dela e acabou se apaixonando pela garota. Apesar do congestionamento para chegar a Woodstock no segundo dia de festival (16 de agosto de 1969, um sábado), eles conseguiram chegar à fazenda em Bethel por conhecerem os atalhos das estradas próximas. Àquela altura, sem controle sobre quem ia e vinha, Woodstock já era um festival gratuito, e Nick e Bobbi não tiveram que pagar suas entradas.
“Minha impressão mais forte de Woodstock foram todas aquelas pessoas agindo pacificamente”, lembra Nick. “As pessoas que vieram de todas as partes dos EUA e de cada canto do mundo. As pessoas se juntaram e cooperaram entre si, dividiram o que tinham uns com os outros e curtiram toda a experiência daquele fim de semana".
As apresentações favoritas da dupla foram os shows de Janis Joplin, Sly & The Family Stone e do Grateful Dead. “Elas ficaram na minha memória até hoje”, explica Nick.

A foto clássica foi tirada por Burk Uzzle, mas o casal não estava posando. “Nós nem vimos ele nos fotografando. Foi uma surpresa nos vermos na capa do disco”. Quem também não sabia da foto era a mãe de Bobbi – e muito menos que a filha havia ido a Woodstock. “Bobbi tinha 21 anos , trabalhava e morava sozinha quando nos conhecemos. Quando sua mãe descobriu sobre a foto não ficou brava, e sim com um sorriso no rosto”, conta Nick, diz que outra impressão importante foi o clima de liberdade que havia tomado Woodstock, com suas camisetas e vestidos tingidos em tie-dye e rodas de violão em torno das fogueiras. “Você via coisas acontecendo que normalmente não veria. A polícia estava lá com uma atitude de não mexer com as pessoas. Ou seja, as coisas que fazíamos, legais ou ilegais, eram toleradas por eles – e por nós também. Existia a liberdade de fazer basicamente o que se quisesse, e nós fizemos”.

O único inimigo parecia ser a chuva que castigou a fazenda constantemente durante o fim de semana e a consequente lama. Mas nem isso afastou o jovem casal. “Nós ficamos desconfortáveis com a lama, e outras pessoas também – algumas ficaram incomodadas ao ponto de tirar a própria roupa. Nós tínhamos vinte anos de idade, quem se importava com uma chuvinha?”.
O sonho não acabou
Nick, que hoje é funcionário público no Condado de Orange, em Nova York, acha que o legado de Woodstock permanece vivo. “A minha geração mostrou para as pessoas que era possível questionar as autoridades. Você não tem que aceitar que o que você acredita é errado. Nós fizemos isso nos anos 60 contra a Guerra do Vietnã. Aquilo mudou a maneira que vemos a política hoje.”

A música é um dos elementos mais importantes na opinião de Nick – é ela que faz os jovens de hoje conhecerem o que aconteceu nos anos 60, os movimentos políticos (direitos civis, feminismo, pacifismo) e artísticos da época que pavimentaram o caminho para a eleição de um presidente como Obama. “Não acho que os ideais da minha geração desapareceram. Nós somos orgulhosos das conquistas que tivemos – olha para o nosso presidente atual”. Ao mesmo tempo ele não acha que seja fácil aparecer um Woodstock para as novas gerações. “Woodstock aconteceu, não foi planejado daquele jeito. E recriar aquele evento é virtualmente impossível. Pode voltar a acontecer, mas não será planejado, vai ser de uma hora para outra”.

Fama inesperada
Virar a imagem “oficial” do festival garantiu ao casal uma fama inesperada, até mesmo em outros países. “Nós estávamos na Alemanha e as pessoas nos reconheciam na rua. No hotel nós nem precisamos dizer nossos nomes para o atendente, ele sabia exatamente quem éramos.” Mas Nick diz que sabe lidar bem com o status de “celebridade hippie”. “Na maior parte das vezes é divertido, mas às vezes ficamos com vergonha”. Além disso, eles recebem centenas de pedidos de autógrafos pelo correio, que costumam responder quando têm tempo. “As pessoas mandam as capas do disco, artigos de jornal (para autografar), mandam pequenos pedaços de papel e pedem para que desenhemos algo. Também sempre temos universitários e colegiais nos ligando e pedindo para fazer entrevistas por telefone, para seus cursos de ‘Estudos dos anos 60’. Ficamos felizes com isso”. Se tivesse de resumir Woodstock para um desses estudantes de hoje, Nick diria: “a principal mensagem de Woodstock foi: ‘olhe, nós somos jovens, é isso que fazemos. Nos juntamos e ficamos mais fortes para protestar contra o que estava acontecendo naquele momento, e também nos divertirmos e nos curtirmos. Ajudamos uns aos outros, e fomos embora em paz.

drummond(1902-1987)



Reconhecimento do Amor

Amiga, como são desnorteantes
os caminhos da amizade.
Apareceste para ser o ombro suave
onde se reclina a inquietação do forte
(ou que forte se pensava ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
a bruma da renúncia:
não querias a vida plena,
tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
não pedias nada,
não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.

Descansei em ti meu feixe de desencontros
e de encontros funestos.
Queria talvez - sem o perceber, juro -
sadicamente massacrar-te
sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam
desde a hora do nascimento,
senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,
ou mais longe, desde aquele momento intemporal
em que os seres são apenas histórias não formuladas
ao caos universal.

Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
sua espada coruscante, seu formidável
poder de penetrar o sangue e nele imprimir
uma orquídea de fogo e lágrimas.
Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
em docura e celestes amavios.
Não queimava, não siderava; sorria.

Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso.
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro,
o Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,
quando - por esperteza do amor - senti que éramos um só.

Amiga, amada, amada amiga, assim o amor
dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo
com olhar pervagante e larga ciência das coisas.
Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,
e a pura essência em que nos tarnsmutamos dispensa
alegorias, circunstâncias, referências temporais,
imaginações oníricas,
o vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal,
as chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,
todas as imposturas da razão e da experiência,
para existir em si e por si,
a revelia de corpos amantes,
pois já nem somos nós, somos o número perfeito:
UM.

Levou tempo, eu sei, para que o Eu renunciasse
à vacuidade de persistir, fixo e solar,
e se confessasse jubilosamente vencido,
até respirar o júbilo maior da integração.
Agora, amada minha para sempre,
nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar
a melodia, a paisagem, a transparência da vida,
perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.

Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Mulheres passam 1 ano e 4 meses da vida chorando

Nós somos mais emotivas do que os meninos, isso é verdade. E, às vezes, acabamos chorando à toa também... O que não sabia é que nós, mulheres, passamos um ano e quatro meses da vida derramando lágrimas, desde o nascimento até os 70 anos.

A pesquisa foi feita pelo site norte-americano The Baby Website e descobriu que o principal motivo desse chororô todo é o amor. (Quem nunca chorou só porque tá feliz?)

Na infância, o choro acontece durante cerca de 3 horas por dia e é causado por fome, tombos, manha, entre outros. Na adolescência, ele fica menos frequente: de 15 minutos a duas horas por semana, quando começam as lágrimas sentimentais.

E, com o passar dos anos, elas vão diminuíndo. Lá pela meia idade, a média ainda é de duas horas por semana, com choros relacionados a filhos, familiares mortos, problemas no trabalho e, obviamente, desilusões amorosas.

Dar uma choradinha faz bem. Só não dá pra ser muito chorona, porque aí não tem quem aguente, né?
Tríssia Ordovás Sartori

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

gripe A , a segunda menor taxa de mortalidade

Brasil tem terceiro maior número de mortes pela nova gripe, diz Saúde
São 192 casos; país fica atrás de EUA (436) e Argentina (338).
Dos 15 países com mais óbitos por habitante, Brasil tem 2º menor índice.

Estado de SP tem 111 mortes por nova gripe, diz Secretaria de Saúde Sobe para 37 número de mortes pela nova gripe no Rio Câmara dispensa gestantes do trabalho até dia 31 para prevenir nova gripe Anvisa pede monitoramento de bebês e grávidas que usam Tamiflu Prefeitura do Rio define início das aulas do segundo semestre Butantan testará vacina contra nova gripe em setembro Paraná confirma mais 19 mortes por nova gripe
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O Ministério da Saúde divulgou um balanço nesta quarta-feira (12) em que o Brasil aparece como o terceiro país com maior número de mortes pela nova gripe no mundo, atrás apenas de Estados Unidos (436) e Argentina (338). São 192 mortes registradas até esta quarta. De acordo com o ministério, quando é feito o cálculo por 100 mil habitantes, o Brasil aparece como o que tem a segunda menor taxa de mortalidade entre os 15 países com mais óbitos no mundo -0,09.


Na nota divulgada pelo órgão, o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, diz que esse número de mortes preocupa o governo, mas que não há motivo para pânico.



“O governo lamenta cada morte, mas lembra à população que não há motivo para pânico. A doença, na grande maioria dos casos, apresenta sintomas leves. E a rede de saúde do país está preparada para isto: são 1.978 leitos de UTI, em 68 hospitais de referência”, afirma.


O ministério considera o cálculo de mortalidade por 100 mil pois, de acordo com o órgão, a Organização Mundial de Saúde “reconheceu” que não era mais possível contar todos os casos, o que inviabilizaria o cálculo de taxa de letalidade (mortes em comparação ao total de ocorrências da doença). De acordo com a Saúde, somente o Reino Unido, na lista dos 15 países, tem taxa menor que a brasileira -0,06. Argentina (0,83) e Uruguai (0,65) lideram a lista.


Os cálculos foram feitos pelo próprio ministério, com base em números do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças e do IBGE. Segundo a Saúde, já foram notificados 1.882 mortes em 48 países.


Segundo Hage, não é possível comparar o total de casos graves, pois não há um protocolo único no mundo. “Cada país adota um critério. Então, não existe uma base segura e confiável para comparar”, afirma.

terça-feira, 11 de agosto de 2009