segunda-feira, 13 de julho de 2009

dia mundial do rock



Foi no dia 13 de julho de 1985 que músicos e cantores celebraram pela primeira vez o Dia Mundial do Rock. A ocasião foi o concerto Live AID, organizado pelo ativista e cantor Bob Geldof, que arrecadava fundos para a luta contra a fome na Etiópia e reuniu nomes como Paul McCartney, Queen, David Bowie e Led Zeppelin. A escolha da data não poderia ser mais propícia: o Live AID foi mais uma prova de que, mais do que um gênero musical, o rock n’ roll é uma atitude, um comportamento, onde a contracultura é apenas o estopim de uma geração inconformada com o status quo (situação atual).
O termo ‘rock n’ roll’ foi pela primeira vez utilizado em 1951 pelo disc-jóquei Alan Freed, ao se referir ao comportamento dos jovens brancos americanos que passaram a ouvir rhythm & blues, na época considerada música pagã por seus pais por ser criada e executada por negros. Foi apenas em 1954, que um rapaz branco, topetudo e sorridente juntou blues e boogie-woogie e grava "That`s All Right Mama", caracterizando assim o rock n` roll. Seu nome: Elvis Presley, um dos precursores do gênero.
Com Elvis Presley a frente do gênero, como ícone e sexy symbol, a música negra dançante ganhou enorme popularidade entre os jovens. Elas – e eles também – gritavam, dançavam e se exaltavam com a música do Rei. Ele dançava, sorria e cantava de maneira nada ortodoxa. Em suas primeiras apresentações na TV norte americana, em 1956, Elvis fora proibido pelos censores de ser filmado da cintura para baixo, devido a sua dança e seus requebrados pélvicos. Eles proibiram a atitude rock n` roll; e não a música.
O Rei virou gospel e o rock se difundiu globalmente. Vieram os Beatles e os Rolling Stones e com eles a briga de identidade. Ou se gostava dos bons mocinhos de Liverpool ou dos meninos sujo dos Stones. Era impossível para um jovem da época ser fã das duas maiores bandas do mundo.
Nos anos 60, o rock n’ roll e a atitude jovem têm uma nova cara: o Flower Power. Politizados, os coloridos hippies eram contra o racismo vigente nos Estados Unidos, a guerra do Vietnã e pregavam a paz e o amor ao próximo. E a música foi mais uma vez parte essencial desse movimento, com Woodstock como o clímax de uma geração.
Na década seguinte, a desolação é um tapa na cara da juventude; e o Punk, o tapa de volta. Sarcásticos, subversivos e de aparência agressiva, o Movimento Punk por meio das artes plásticas, moda, cinema e, principalmente através do punk rock busca radicalizar e mudar a sociedade de acordo com suas inúmeras ideologias.
Mais do que música, o rock n’ roll é um grito de indagação. Bandas como U2, Midnight Oil, Rage Against the Machine e muitas outras fazem da música sua forma de protesto. Mas a atitude rock n` roll não está presente apenas nos palcos. Acabar com a fome na Etiópia é rock n' roll. Lutar contra a caça predatória de baleias é rock n' roll. Pressionar países e governos a reduzirem a emissão de poluentes também é rock n' roll. Portanto, mais do que o dia Mundial do Rock, 13 de julho é o dia mundial da contracultura.

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