segunda-feira, 31 de agosto de 2009

por que o sexo é um tabu?



Perguntaram a Osho: Por que o sexo é um assunto que deixa as pessoas tão pouco à vontade? Por que ele é um tabu?
Simplesmente porque as pessoas, há séculos, têm uma vida sexual reprimida. Elas aprenderam, com os profetas, messias e salvadores de todas as religiões, que sexo é pecado.

No meu entender, o sexo é a nossa única energia, é energia vital. O que você faz com ela só depende de você. Ela pode vir a ser pecado como também pode ser o ponto culminante de sua consciência. Tudo depende de como você usa essa energia.

Existiu um tempo em que não fazíamos nem idéia de como usar a eletricidade. Ela sempre existiu - na forma de raios e relâmpagos -, chegando inclusive a matar pessoas, mas hoje ela está à nossa disposição. Faz tudo o que queremos que ela faça.

O sexo é bioeletricidade. A questão é como usá-la. E o primeiro princípio é não condenar essa energia. No momento em que condenamos alguma coisa, já não podemos mais usá-la.

O sexo precisa ser aceito como uma coisa normal e natural da vida - assim como o sono, a fome e tudo mais.

Além disso, o sexo precisa ser aliado à meditação. Depois que isso é feito, todo o seu caráter se transforma.

O sexo sem meditação só pode gerar bebês. O sexo com meditação pode nos proporcionar um renascimento, pode fazer de nós seres humanos diferentes.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

fernanda takai


estaremos lá no bourbon para te curtir.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Buenos Aires ganhará escultura de Mafalda neste domingo


Buenos Aires, ganhará no próximo domingo (30) uma escultura da personagem Mafalda, feita pelo artista plástico Pablo Irrgang. A obra é uma homenagem a Joaquín Salvador Lavado, o Quino, o criador da tirinha. A peça, que mede 80 centímetros de altura, será instalada em frente ao prédio onde o quadrinista morou, no bairro de San Telmo(Defensa e Chile)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

marcha mundial pela paz e pela não-violência(outubro 2009-janeiro 2010)


A Marcha Mundial começará na Nova Zelândia, no dia 2 de outubro de 2009, aniversário do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas como “Dia Internacional da Não-Violência”. Terminará na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, aos pés do Monte Aconcágua em 2 de janeiro de 2010. Durante esses 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. Cobrirá uma distância de 160.000 km por terra. Alguns trechos serão percorridos por mar e por ar. Passará por todos os climas e estações, desde o verão tórrido de zonas tropicais e o deserto, até o inverno siberiano. As etapas mais longas serão a americana e a asiática, ambas de quase um mês. Uma equipe base permanente de cem pessoas de distintas nacionalidades fará o percurso completo.

A marcha é uma iniciativa do Mundo sem Guerras, uma organização internacional impulsionada pelo Movimento Humanista, que trabalha há 15 anos no campo do pacifismo e da não-violência.

No entanto, a Marcha Mundial será construída por todos. Está aberta à participação de toda pessoa, organização, coletivo, grupo, partido político, empresa, etc., que compartilhe a sensibilidade deste projeto. Portanto, não se trata de algo fechado, e sim de um percurso que irá se enriquecendo graças às atividades que se coloquem em marcha conforme as diversas iniciativas.

Por isso, convidamos para a participação ativa: que cada um contribua com sua criatividade, à medida que a Marcha passe por cada lugar, em uma convergência de múltiplas atividades com capacidade para tudo aquilo que a imaginação seja capaz de conceber.

Os canais de participação são múltiplos, destacando a participação virtual na MM, através da Internet.

É uma marcha das pessoas e para as pessoas, que pretende chegar à maioria da população mundial. Por isso, convocam-se todos os meios de comunicação para que difundam esta volta ao mundo pela Paz e pela Não-Violência.
Em sua passagem pelas cidades, serão realizados todos os tipos de fóruns, encontros, festivais, conferências e eventos (esportivos, culturais, sociais, musicais, artísticos, educativos, etc.) que irão sendo organizados à medida que surjam iniciativas em cada lugar.

No momento, já contamos com centenas de projetos que pessoas e organizações colocaram em marcha.

Para quê?

Para denunciar a perigosa situação mundial que está nos levando à guerra com armamento nuclear - um beco sem saída e a maior catástrofe humana da história.

Para dar voz à maioria dos cidadãos do mundo que não estão a favor das guerras nem da corrida armamentista. Todos nós sofremos as conseqüências da manipulação de uns poucos, porque não nos unimos para dar um sinal. É chegada a hora de que cada um demonstre sua postura, seu rechaço. Une teu sinal ao de muitos outros e tua voz terá que ser escutada!

Para conseguir: a eliminação das armas nucleares em nível mundial; a retirada imediata das tropas invasoras dos territórios ocupados; a redução progressiva e proporcional de armamentos convencionais; a assinatura de tratados de não-agressão entre países; e a renúncia dos governos a utilizar a guerra como meio para resolver conflitos.

Para evidenciar outras diversas formas de violência (econômica, racial, sexual, religiosa), escondidas ou disfarçadas pelos que as provocam e para proporcionar àqueles que a sofrem uma maneira de se fazer escutar.

Para, da mesma maneira que aconteceu com a ecologia, criar uma consciência global da necessidade de uma verdadeira Paz e de repúdio a todo tipo de violência.


PAÍSES E TERRITÓRIOS DO ITINERÁRIO

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Oceania e Ásia Oriental:
Austrália. Filipinas. Japão. Nova Zelândia. Papua-Nova Guiné. Timor Oriental.
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Ásia Continental:
Bahrain. Bangladesh. China. Coréia do Norte. Coréia do Sul. Emirados Árabes Unidos. Federação Russa. Índia. Iraque. Israel. Mongólia. Nepal. Palestina. Paquistão. Turquia.
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Europa:
Alemanha. Áustria. Bélgica. Bielo-Rússia. Bósnia e Herzegovina. Croácia. Dinamarca. Eslováquia. Eslovênia. Espanha. Estônia. Federação Russa. Finlândia. França. Gibraltar. Grécia. Holanda. Hungria. Islândia. Itália. Luxemburgo. Macedônia. Noruega. Polônia. Portugal. Reino Unido. República Tcheca. Sérvia. Suécia. Suíça. Turquia.
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África:
África do Sul. Argélia. Benin. Burkina Faso. Camarões. Congo. Costa do Marfim. Egito. Gâmbia. Gana. Guiné-Bissau. Guiné-Conacri. Libéria. Mali. Marrocos. Mauritânia. Moçambique. Níger. Quênia. Senegal. Serra Leoa. Suazilândia. Tanzânia. Togo. Uganda. Zâmbia.
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América:
Argentina. Bolívia. Brasil. Canadá. Chile. Colômbia. Costa Rica. El Salvador. Equador. Estados Unidos. Guatemala. Haiti. Honduras. México. Nicarágua. Panamá. Paraguai. Peru. República Dominicana. Uruguai. Venezuela.
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Antártida

mais informação:
http://www.theworldmarch.org/

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

o último lambe-lambe



A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, nesta segunda-feira, projeto do Executivo que concede benefício financeiro vitalício de dois salários mínimos a Varceli Freitas Filho, conhecido como último fotógrafo lambe-lambe da Capital.

O projeto é assinado pelo vereador Sebastião Melo (PMDB), que ocupou o cargo de prefeito quando a proposta foi formalizada. Na exposição de motivos, Melo explica que Varceli trabalha na Praça XV há 30 anos e que hoje exerce seu ofício também aos domingos, no Brique da Redenção.

Varceli lamenta a dificuldade de se manter com sua profissão:

— Aqui na Praça não dá nem para o cafezinho. O único dia que eu consigo pegar duas fotos é sábado, quando o pessoal passeia mais. Dia de semana não adianta vir aqui, o pessoal passa mas não para.

Atualmente, Varceli não vai todos os dias à Praça XV. Além de sofrer as consequências de um atropelamento que prejudicou sua perna direita, o trabalho não compensa.

Entretanto, há cinco anos está presente no Brique da Redenção, onde diz sentir-se satisfeito:

— Domingo eu levanto às 8h, tomo meu banho, meu café e vou pra lá, chegando por volta das 10h. Me dá aquela vontade de ser lambe-lambe! Não é porque lá eu faço mais fotos. É porque tenho prazer em exercer essa profissão, que está no meu sangue. Só vou deixar de ser lambe-lambe quando morrer.

As informações são da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.



Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
Mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada espera de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais do que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentros dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade
(1902-1997)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

mais barriguinha


Que barriga as mulheres querem ver?
No post anterior falamos sobre a moda da pancinha para homens. Aproveito para escrever sobre outra barriga, feminina, que tem dado o que falar: a da modelo Lizzi Miller, também conhecida como “a mulher da página 194” da edição de setembro da revista americana Glamour. O que há de especial nela? Nada. O que causa espanto é que a publicação da foto acima cause espanto. E foi o que aconteceu: essa barriga normal, com uma dobrinha, chamou a atenção das leitoras da revista feminina e virou notícia na web (li sobre ela no blog Jezebel).

Segundo a editora-chefe da Glamour, Cindi Leive, assim que a revista chegou às bancas a redação começou a receber emails sobre a foto de Lizzi. Com 12,5 por 9 centímetros, ela ilustrava uma reportagem sobre auto-imagem (“O que todo mundo menos você percebe sobre seu corpo”). Em um blog da Glamour, Cindi se disse surpresa com a repercussão: “A foto não era de uma celebridade. Não era de uma supermodelo. Era de uma mulher sentada de lingerie com um sorriso no rosto e uma barriga que parece… espere… normal.”

As mensagens indicavam aprovação: “Estou sem fôlego de alegria… Amo a mulher na página 194!”; “Essa linda mulher tem um estômago real, e será que eu vi até algumas estrias? É essa a aparência da minha barriga após dar à luz meus dois filhos incríveis!”

No fim das contas, a barriga de Lizzi levantou a discussão sobre como as mulheres querem se ver nas revistas femininas. Com que imagens elas querem ser representadas e o que as inspira. O que você acha?

(Detalhe: aos 20 anos, Lizzi trabalha como modelo da categoria “plus size”, de tamanhos grandes.)

será que vai pegar?



Pancinha é tendência no verão americano
Muito curiosa a coluna de Guy Trebay, editor de moda do The New York Times, na semana passada. Eis sua descrição de um dos looks masculinos mais cool do verão norte-americano: bermuda na altura do joelho, camiseta com gola em V, tênis sem cadarço tipo Vans, chapéu de palha e, acreditem, uma charmosa pancinha despontando na camiseta. “Saliente o suficiente para aparecer no corte folgado das camisetas, mas não tão grande a ponto de ser chamada de barriga de cerveja, a pancinha está em todo lugar”, escreveu o colunista. ”Sustentar uma pancinha é um privilégio masculino antigo, que significa prosperidade em muitas culturas e também representa uma libertação da ansiedade com a imagem do corpo, que persegue as mulheres desde Eva”. Pois é. O ideal He-man parece estar com os dias contados.

Até pouco tempo, os homens não se sentiam obrigados a exibir um abdômen de tanquinho. Tudo mudou quando as mulheres entraram em massa no mercado de trabalho. Segundo David Zinczenko, editor de uma revista de ginástica masculina norte-americana, a competição os obrigou a se imbuir de uma armadura física (músculos, no caso) para mostrar como seriam mais fortes que as mulheres.

Para o colunista do NYT, a volta da pancinha pode ser descrita por vários fatores. Sobrou até para o presidente Barack Obama. Pode ser uma maneira de se opor, de contrariar o modelo disseminado por um presidente que faz ginástica toda manhã e tem uma barriga plana.

Além disso, pode ser também um retorno à masculinidade. Para ele, não é legal para um homem dar a entender que tem muito tempo de sobra para cuidar do próprio corpo. Segundo Aaron Hicklin, editor de outra revista masculina, “o que antes parecia jovem e quente, tanto para gays como para heteros, agora é passado”. Essas e outras afetações metrosexuais podem soar como futilidade.

Será?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

drummond(1902-1987)


Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas

Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas
detêm a mão ansiosa: Devagar.
Cada pétala ou sépala seja lentamente
acariciada, céu; e a vista pouse,
beijo abstrato, antes do beijo ritual,
na flora pubescente, amor; e tudo é sagrado.

Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

paris


Paris é a tentativa de Cédric Klapisch na estrutura multiplot - aquelas histórias que se desenvolvem paralelamente e terminam de alguma forma por se entrelaçar. A forma canônica foi estabelecida por Robert Altman em filmes como Nashville e Short Cuts, inspiradores de Antes da Chuva, de Milcho Manchevski, ou Amores Brutos, de Alejandro González Iñárritu, para citar apenas exemplos mais recentes e de sucesso.

Neste filme, como indica o título, Klapisch ambienta histórias na capital francesa, na grande cidade que abriga dramas e comédias humanos em doses fartas. Entre os personagens estão o bailarino (Romain Duris) que precisa de um transplante cardíaco; sua irmã (Juliette Binoche), assistente social desiludida com os homens; e o professor universitário (Fabrice Lucchini), historiador especializado em Paris, que paquera uma de suas alunas mais bonitas.

Várias outras histórias paralelas se desenvolvem e se cruzam com estas três básicas e o filme não deixa de ter encanto. Em especial pela maneira mais amorosa que engenhosa como os personagens são desenvolvidos contra o pano de fundo de uma cidade que, como todas as metrópoles, parece agressiva, indiferente, tão cheia de vida como esmagadora.

Klapisch busca tom caloroso para retratar seus personagens, mas nem por isso de maneira piegas. Faz a emoção aflorar, com senso de contenção. Contempla, ainda, a diversidade cultural e étnica de uma cidade como Paris, pluralidade que muitas vezes leva as pessoas a rever conceitos ou, pelo contrário, a reforçar preconceitos. As duas atitudes contrárias estão lá, representadas. Enfim, a cidade é um ser vivo, pulsante, às vezes monstruoso e um tanto enlouquecedor. E, nela, as pessoas são induzidas a pensar-se como superpoderosas, até que alguma contingência revele sua fragilidade. É quando o sentido de humanidade pode aflorar de alguma maneira.
por Luiz Zanin, Seção: Cinema, Estadão.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

woodstock,40 anos




Casal-símbolo lembra de Woodstock: 'cansados, molhados e apaixonados'
Capa do LP do festival, Nick e Bobbi Ercoline seguem juntos após 40 anos.‘Não mudou nada, ainda somos daquele jeito’
Nick e Bobbi Ercoline são protagonistas de uma das histórias mais românticas do movimento hippie. O casal que virou ícone da geração Woodstock ao figurar na capa do álbum e no pôster do documentário sobre o festival, lançado em 1970, está junto até hoje e ainda mora próximo a Bethel, cidadezinha no estado de Nova York, onde há 40 anos (entre 15 e 17 de agosto) centenas de milhares de pessoas se reuniram para celebrar "3 dias de paz e música".
“Acho que a nossa foto resume bem a ocasião. Ela simboliza todo o evento por traduzir a paz que reinava por lá. É uma foto de um casal de jovens, que estavam cansados e molhados, mas também calmos, em paz e profundamente apaixonados", lembra Nick, "E estamos juntos até hoje. Você pode nos ver na rua andando de mãos dadas e nos beijando. Não mudou nada, ainda somos daquele jeito.”

Eles estavam namorando havia três meses quando foram ao festival. Nick conheceu Bobbi através de um colega de trabalho, namorado dela. Um dia ele foi para o litoral com os amigos sem avisar Bobbi e o namoro acabou. Quem se deu bem foi Nick, que tinha virado amigo dela e acabou se apaixonando pela garota. Apesar do congestionamento para chegar a Woodstock no segundo dia de festival (16 de agosto de 1969, um sábado), eles conseguiram chegar à fazenda em Bethel por conhecerem os atalhos das estradas próximas. Àquela altura, sem controle sobre quem ia e vinha, Woodstock já era um festival gratuito, e Nick e Bobbi não tiveram que pagar suas entradas.
“Minha impressão mais forte de Woodstock foram todas aquelas pessoas agindo pacificamente”, lembra Nick. “As pessoas que vieram de todas as partes dos EUA e de cada canto do mundo. As pessoas se juntaram e cooperaram entre si, dividiram o que tinham uns com os outros e curtiram toda a experiência daquele fim de semana".
As apresentações favoritas da dupla foram os shows de Janis Joplin, Sly & The Family Stone e do Grateful Dead. “Elas ficaram na minha memória até hoje”, explica Nick.

A foto clássica foi tirada por Burk Uzzle, mas o casal não estava posando. “Nós nem vimos ele nos fotografando. Foi uma surpresa nos vermos na capa do disco”. Quem também não sabia da foto era a mãe de Bobbi – e muito menos que a filha havia ido a Woodstock. “Bobbi tinha 21 anos , trabalhava e morava sozinha quando nos conhecemos. Quando sua mãe descobriu sobre a foto não ficou brava, e sim com um sorriso no rosto”, conta Nick, diz que outra impressão importante foi o clima de liberdade que havia tomado Woodstock, com suas camisetas e vestidos tingidos em tie-dye e rodas de violão em torno das fogueiras. “Você via coisas acontecendo que normalmente não veria. A polícia estava lá com uma atitude de não mexer com as pessoas. Ou seja, as coisas que fazíamos, legais ou ilegais, eram toleradas por eles – e por nós também. Existia a liberdade de fazer basicamente o que se quisesse, e nós fizemos”.

O único inimigo parecia ser a chuva que castigou a fazenda constantemente durante o fim de semana e a consequente lama. Mas nem isso afastou o jovem casal. “Nós ficamos desconfortáveis com a lama, e outras pessoas também – algumas ficaram incomodadas ao ponto de tirar a própria roupa. Nós tínhamos vinte anos de idade, quem se importava com uma chuvinha?”.
O sonho não acabou
Nick, que hoje é funcionário público no Condado de Orange, em Nova York, acha que o legado de Woodstock permanece vivo. “A minha geração mostrou para as pessoas que era possível questionar as autoridades. Você não tem que aceitar que o que você acredita é errado. Nós fizemos isso nos anos 60 contra a Guerra do Vietnã. Aquilo mudou a maneira que vemos a política hoje.”

A música é um dos elementos mais importantes na opinião de Nick – é ela que faz os jovens de hoje conhecerem o que aconteceu nos anos 60, os movimentos políticos (direitos civis, feminismo, pacifismo) e artísticos da época que pavimentaram o caminho para a eleição de um presidente como Obama. “Não acho que os ideais da minha geração desapareceram. Nós somos orgulhosos das conquistas que tivemos – olha para o nosso presidente atual”. Ao mesmo tempo ele não acha que seja fácil aparecer um Woodstock para as novas gerações. “Woodstock aconteceu, não foi planejado daquele jeito. E recriar aquele evento é virtualmente impossível. Pode voltar a acontecer, mas não será planejado, vai ser de uma hora para outra”.

Fama inesperada
Virar a imagem “oficial” do festival garantiu ao casal uma fama inesperada, até mesmo em outros países. “Nós estávamos na Alemanha e as pessoas nos reconheciam na rua. No hotel nós nem precisamos dizer nossos nomes para o atendente, ele sabia exatamente quem éramos.” Mas Nick diz que sabe lidar bem com o status de “celebridade hippie”. “Na maior parte das vezes é divertido, mas às vezes ficamos com vergonha”. Além disso, eles recebem centenas de pedidos de autógrafos pelo correio, que costumam responder quando têm tempo. “As pessoas mandam as capas do disco, artigos de jornal (para autografar), mandam pequenos pedaços de papel e pedem para que desenhemos algo. Também sempre temos universitários e colegiais nos ligando e pedindo para fazer entrevistas por telefone, para seus cursos de ‘Estudos dos anos 60’. Ficamos felizes com isso”. Se tivesse de resumir Woodstock para um desses estudantes de hoje, Nick diria: “a principal mensagem de Woodstock foi: ‘olhe, nós somos jovens, é isso que fazemos. Nos juntamos e ficamos mais fortes para protestar contra o que estava acontecendo naquele momento, e também nos divertirmos e nos curtirmos. Ajudamos uns aos outros, e fomos embora em paz.

drummond(1902-1987)



Reconhecimento do Amor

Amiga, como são desnorteantes
os caminhos da amizade.
Apareceste para ser o ombro suave
onde se reclina a inquietação do forte
(ou que forte se pensava ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
a bruma da renúncia:
não querias a vida plena,
tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
não pedias nada,
não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.

Descansei em ti meu feixe de desencontros
e de encontros funestos.
Queria talvez - sem o perceber, juro -
sadicamente massacrar-te
sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam
desde a hora do nascimento,
senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,
ou mais longe, desde aquele momento intemporal
em que os seres são apenas histórias não formuladas
ao caos universal.

Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
sua espada coruscante, seu formidável
poder de penetrar o sangue e nele imprimir
uma orquídea de fogo e lágrimas.
Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
em docura e celestes amavios.
Não queimava, não siderava; sorria.

Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso.
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro,
o Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,
quando - por esperteza do amor - senti que éramos um só.

Amiga, amada, amada amiga, assim o amor
dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo
com olhar pervagante e larga ciência das coisas.
Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,
e a pura essência em que nos tarnsmutamos dispensa
alegorias, circunstâncias, referências temporais,
imaginações oníricas,
o vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal,
as chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,
todas as imposturas da razão e da experiência,
para existir em si e por si,
a revelia de corpos amantes,
pois já nem somos nós, somos o número perfeito:
UM.

Levou tempo, eu sei, para que o Eu renunciasse
à vacuidade de persistir, fixo e solar,
e se confessasse jubilosamente vencido,
até respirar o júbilo maior da integração.
Agora, amada minha para sempre,
nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar
a melodia, a paisagem, a transparência da vida,
perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.

Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Mulheres passam 1 ano e 4 meses da vida chorando

Nós somos mais emotivas do que os meninos, isso é verdade. E, às vezes, acabamos chorando à toa também... O que não sabia é que nós, mulheres, passamos um ano e quatro meses da vida derramando lágrimas, desde o nascimento até os 70 anos.

A pesquisa foi feita pelo site norte-americano The Baby Website e descobriu que o principal motivo desse chororô todo é o amor. (Quem nunca chorou só porque tá feliz?)

Na infância, o choro acontece durante cerca de 3 horas por dia e é causado por fome, tombos, manha, entre outros. Na adolescência, ele fica menos frequente: de 15 minutos a duas horas por semana, quando começam as lágrimas sentimentais.

E, com o passar dos anos, elas vão diminuíndo. Lá pela meia idade, a média ainda é de duas horas por semana, com choros relacionados a filhos, familiares mortos, problemas no trabalho e, obviamente, desilusões amorosas.

Dar uma choradinha faz bem. Só não dá pra ser muito chorona, porque aí não tem quem aguente, né?
Tríssia Ordovás Sartori

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

gripe A , a segunda menor taxa de mortalidade

Brasil tem terceiro maior número de mortes pela nova gripe, diz Saúde
São 192 casos; país fica atrás de EUA (436) e Argentina (338).
Dos 15 países com mais óbitos por habitante, Brasil tem 2º menor índice.

Estado de SP tem 111 mortes por nova gripe, diz Secretaria de Saúde Sobe para 37 número de mortes pela nova gripe no Rio Câmara dispensa gestantes do trabalho até dia 31 para prevenir nova gripe Anvisa pede monitoramento de bebês e grávidas que usam Tamiflu Prefeitura do Rio define início das aulas do segundo semestre Butantan testará vacina contra nova gripe em setembro Paraná confirma mais 19 mortes por nova gripe
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O Ministério da Saúde divulgou um balanço nesta quarta-feira (12) em que o Brasil aparece como o terceiro país com maior número de mortes pela nova gripe no mundo, atrás apenas de Estados Unidos (436) e Argentina (338). São 192 mortes registradas até esta quarta. De acordo com o ministério, quando é feito o cálculo por 100 mil habitantes, o Brasil aparece como o que tem a segunda menor taxa de mortalidade entre os 15 países com mais óbitos no mundo -0,09.


Na nota divulgada pelo órgão, o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, diz que esse número de mortes preocupa o governo, mas que não há motivo para pânico.



“O governo lamenta cada morte, mas lembra à população que não há motivo para pânico. A doença, na grande maioria dos casos, apresenta sintomas leves. E a rede de saúde do país está preparada para isto: são 1.978 leitos de UTI, em 68 hospitais de referência”, afirma.


O ministério considera o cálculo de mortalidade por 100 mil pois, de acordo com o órgão, a Organização Mundial de Saúde “reconheceu” que não era mais possível contar todos os casos, o que inviabilizaria o cálculo de taxa de letalidade (mortes em comparação ao total de ocorrências da doença). De acordo com a Saúde, somente o Reino Unido, na lista dos 15 países, tem taxa menor que a brasileira -0,06. Argentina (0,83) e Uruguai (0,65) lideram a lista.


Os cálculos foram feitos pelo próprio ministério, com base em números do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças e do IBGE. Segundo a Saúde, já foram notificados 1.882 mortes em 48 países.


Segundo Hage, não é possível comparar o total de casos graves, pois não há um protocolo único no mundo. “Cada país adota um critério. Então, não existe uma base segura e confiável para comparar”, afirma.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ela também tem celulite

fim de semana em porto alegre





Entre sábado e nove da noite deste domingo choveu:
Lomba do Pinheiro: 134,8 milímetros
Belém Novo: 131,7 milímetros
Sertório (São João): 122,3 milímetros
Moinhos de Vento: 114,8 milímetros


domingo, 9 de agosto de 2009

o campeão voltou.....


Mas o que importa para a torcida do São Paulo é que a esperança voltou.

O tricolor acordou.

Está mesmo de volta.

Para desespero dos rivais...

sábado, 8 de agosto de 2009

abbey road


Em Londres, fãs comemoram 40 anos de foto histórica dos Beatles
Faixa de pedestres na Abbey Road tornou-se a mais famosa do mundo.
Há 40 anos, os Beatles tiraram uma foto em uma das faixas de pedestres mais famosas do mundo, em frente aos estúdios da Abbey Road em Londres. Por isso, neste sábado (8), diversos fãs se reuniram para celebrar o aniversário da foto, capa do último disco gravado e considerado o mais importante da banda, também chamado "Abbey Road".

essa semana no senado teve de tudo...até suplicy cantou..

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

mapa google...






Google traza mapas de París

Dos triciclos equipados con instrumental de alta tecnología recorren las calles de la Ciudad Luz, llamando la atención de parisinos y turistas.

Cada vehículo lleva un mástil con nueve cámaras, un GPS, una computadora y un generador, con los que va tomando imágenes tridimensionales para trazar los mapas callejeros de Google.

La empresa estadounidense ha contratado a dos ciclistas para recorrer los jardines, los lugares históricos y las zonas peatonales y tomar miles de fotos digitales.

"La idea es poder ofrecer imágenes de 360 grados de lugares que eran inaccesibles", dijo la portavoz de Google, Anne-Gabrielle Dauba-Pantanacce, en una entrevista.

Los ciclistas, con camisetas que llevan la inscripción de Google y cascos blancos, visitan lugares bien conocidos como el palacio de Versailles al oeste de París, el Jardín de Luxemburgo en la margen izquierda del Sena y Les Halles en el centro de la capital.

Google tomará imágenes de París hasta el 20 de agosto y después se dirigirá al norte del país. En el otoño irá al sur, precisó la vocera.

La compañía planea agregar fotos a su opción de Vista Callejera en todas las ciudades francesas con zonas turísticas.

Otros triciclos similares ya han recorrido las calles de ciudades británicas e italianas en junio y julio, dijo Dauba-Pantanacce. Google planea trazar planos tridimensionales de las calles de otras ciudades europeas pero todavía no ha fijado las fechas, agregó.

Divisiado el viernes en La Defense, el triciclo parecía un cuerpo extraño en el moderno centro comercial.

Un poste blanco en la parte trasera sostiene una plataforma octogonal con ocho cámaras laterales y una en el extremo superior. Cada minuto las cámaras toman series de fotos de alta definición para permitir que los usuarios en línea den un paseo virtual por la zona.

"Recorrí dos horas esta mañana", dijo Gregory Landais, de 25 años, que se tomó una pausa después de atravesar La Defense. "Para un lugar como éste puede tomar hasta cinco horas".

Se anticipa que las fotos de París y otras grandes ciudades francesas estarán disponibles en línea hacia fines de año.

Un turista portugués, José Mountinho, miraba el triciclo con curiosidad. "Ya he visto los mapas de Google, pero no tenía idea de cómo lo hacía", comentó. (AFP)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

drummond(1902-1987)

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)

palhaços....

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

e agora?..quem poderá defende-lâ ?



MPF entra com ação contra Yeda e pede perda do cargo de governadora do RS
Processo resulta de operação que apurou desvios no Detran do RS.PSDB reitera apoio à governadora e diz que vai aguardar defesa.
O Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Sul entrou com uma ação civil de improbidade administrativa nesta quarta-feira (5) contra a governadora do estado, Yeda Crusius (PSDB), e outras oito pessoas. A ação é resultado da Operação Rodin, que investigou desvios no Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

O MPF pediu a perda dos cargos das pessoas citadas, suspensão dos direitos políticos por até dez anos, pagamento de multa, proibição de contratar com o poder público por dez anos e ressarcimento integral do dano, calculado em R$ 44 milhões.

Os procuradores concederam entrevista coletiva para falar sobre o processo, mas não deram detalhes sobre o suposto envolvimento da governadora no caso alegando sigilo.

Segundo eles, foi pedido o levantamento do sigilo da ação, decretação de indisponibilidade dos bens dos réus e afastamento temporário dos agentes públicos enquanto o processo estiver em andamento.

Segundo o MPF, foram analisados mais de 20 mil áudios de escutas telefônicas, resultando em um procedimento de investigação de mais de 30 volumes. "Com esse material, foi possível concluir com serenidade e segurança a representação recebida, medidante o ajuizamento de ação de improbidade administrativa em face de outras nove pessoas", informou o órgão.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

divaldo franco


ALÉM DA MORTE
Cumprida mais uma jornada na terra, seguem os espíritos para a pátria espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências físicas. Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demônios.
São homens, almas em aprendizagem despojadas da carne. São os mesmos homens que eram antes da morte.
A desencarnação não lhes modifica hábitos, nem costumes. Não lhes outorga títulos, nem conquistas. Não lhes retira méritos, nem realizações. Cada um se apresenta após a morte como sempre viveu.
Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande porto. Raros são aqueles que despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia. A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria, demora-se, infeliz, ignorando a nova realidade. Muitos agem como turistas confusos em visita à grande cidade, buscando incessantemente endereços que não conseguem localizar.
Sentem a alma visitada por aflições e remorsos, receios e ansiedades. Se refletissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes modificações. Os escravos do prazer prosseguem inquietos.
Os servos do ódio demoram-se em aflição.
Os companheiros da ilusão permanecem enganados.
Os aficionados da mentira dementam-se sob imagens desordenadas.
Os amigos da ignorância continuam perturbados.
Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio dispensado pelos espíritos superiores. Sim, porque mesmo os seres mais infelizes e voltados ao
mal não são esquecidos ou abandonados pelo auxílio divino. Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos, refletindo a paternal providência divina.
Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou o expurgar sem remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver.
A morte a todos aguarda. Prepararse para tal acontecimento é tarefa inadiável.
Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade.
A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução. A matéria em que nos encontramos imersos, por ora, é abençoado campo de luta e de aprimoramento pessoal. Cada dia de que dispomos na carne é nova chance de recomeço. Tal benefício deve ser aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores que resistem à própria morte. Na contabilidade divina a soma de ações nobres anula a coletânea equivalente de atos indignos.
Todo amor dedicado ao próximo, em serviço educativo à humanidade, é degrau de ascensão. Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos vivendo, em outro plano e em condições diversas. Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades que nos movimentavam antes do transe da morte.
A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos preparado para ela. Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã.

(Divaldo Pereira Franco - Espírito Otília Gonçalves)

drummond(1902-1987)



Lembrete

Se procurar bem, você acaba encontrando
não a explicação (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

video dos safados lavando roupa suja

são todos uns canalhas....





Após defender saída de Sarney, Simon troca ofensas com Renan e Collor
Os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL) trocaram ofensas nesta segunda-feira com o senador Pedro Simon (PMDB-RS) no plenário do Senado depois que Simon defendeu o afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Renan, que é um dos principais aliados do peemedebista, acusou Simon de ter como "esporte preferido nos últimos 35 anos" falar mal de Sarney.

"Quando o PMDB indicou o presidente Sarney para ser vice do Tancredo Neves, desde aquele momento Vossa Excelência fala mal do Sarney, porque ele seria o vice-presidente e Vossa Excelência não conseguiu isso naquele momento. Vossa Excelência perdeu a indicação, queria que a chapa fosse puríssimo sangue", acusou Renan.
Simon disse que Renan "inventava" acusações contra ele para defender Sarney. O líder do PMDB, por sua vez, disse que Simon não tem autoridade para criticar o presidente do Senado porque, nos bastidores, fez um apelo para que Sarney disputasse o cargo com o petista Tião Viana (AC).
"Vossa Excelência insistia para que o presidente Sarney saísse candidato à presidência do Senado. E tenho várias testemunhas dentro da bancada. Antes de ir ao hospital foi ao gabinete do presidente Sarney dizer que estava solidário com ele. Vossa Excelência faz isso no particular e vem à tribuna dizer de maneira diferente para a sociedade acreditar", disse Renan.
Irritado com as críticas do líder peemedebista, Simon afirmou que recebe com "tranquilidade" as palavras de Renan, mas considera o senador uma "figura controvertida". "Vossa excelência foi à China fazer acordo com o Collor. Agora eu estou falando! Na véspera do Collor ser cassado, Vossa Excelência largou o Collor. Lá pelas tantas, apareceu como ministro da Justiça do Fernando Henrique. Lá pelas tantas, largou o FHC. Agora é o homem de confiança do Lula. E vem perguntar para mim?", questionou Simon.
Collor
Irritado com as menções ao seu nome, Collor também partiu para o ataque contra Simon depois que o peemedebista lembrou que o ex-presidente havia lhe convidado para ser vice-presidente na sua chapa.
Geraldo Magela/Agência Senado
Collor também atacou Pedro Simon e pediu para o senador "engolir suas palavras"
"São palavras que não aceito sobre mim e minhas relações políticas. São palavras que eu quero que o senhor as engula e as digira como achar conveniente. As minhas relações com o senador Renan Calheiros são relações conhecidas, são relações das quais em nenhum momento eu me arrependi. Estivemos distantes em alguns momentos, estamos juntos em outros momentos", atacou Collor.
O ex-presidente ameaçou Simon ao afirmar que, se o peemedebista continuar mencionando o seu nome indevidamente, vai vir a público revelar informações que podem comprometer Simon.
"Com todo o respeito que Vossa Excelência merecia, por gentileza evite pronunciar o meu nome nesta Casa. Porque a próxima vez que tiver que pronunciar o nome de Vossa Excelência nesta Casa provocada por alguma palavra mal colocada nesta tribuna, eu gostaria de relembrar alguns momentos extremamente incômodos para Vossa Excelência. Mas acho que seria de muito interesse da nação brasileira saber", ameaçou Collor.
O ex-presidente disse, ainda, que está em "trincheiras opostas" a Simon. "Não aceito que o senhor fale dessa forma de um ex-presidente [Sarney] que governou o Brasil e cumpriu com grandeza e maestria todo o seu mandato. Está sendo vitimado por acusações de todas as naturezas. Sei o que é isso porque passei por isso em escala maior, e sei como tudo isso é forjado."
Collor acusou a mídia de orquestrar um movimento para derrubar Sarney. "Acho que esta Casa não pode se agachar, não pode e não haverá de se agachar àquilo que a mídia ou certa parte da mídia deseja. Ela não conseguirá retirar o presidente José Sarney desta cadeira. Não conseguirá", disse Collor.

sábado, 1 de agosto de 2009

drummond(1902-1987)





















Dia 17 de Agosto faz 22 anos da morte de Drummond,neste mês postarei alguns poemas.

Dia 17 de agosto faz 22 anos da morte de drummond,neste mês postarei alguns poemas.
O AMOR ANTIGO

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade







3 políticos



Três políticos - um inglês, um alemão e um brasileiro - todos eles morreram e foram para o céu ao mesmo tempo.Ao chegarem lá, São Pedro perguntou ao inglês quantas mentiras ele contou durante sua carreira profissional. O inglês admitiu doze mentiras e então foi dito a ele que ele tinha que dar doze voltas em torno do céu.
Ao responder a mesma questão, o político alemão disse que ele se lembrava de ter contado vinte mentiras, e foi dito a ele que ele tinha que correr em volta do céu vinte vezes.São Pedro então virou-se para o brasileiro e percebeu que ele havia desaparecido. "Para onde ele foi ?", perguntou a um anjo que estava próximo.
"Ah", respondeu o anjo, "ele voltou para pegar a bicicleta".