sexta-feira, 30 de abril de 2010

abaixo-assinados, amigos, freqüentadores da Redenção, dos Cinemas Guion, expositores do Brique e da Feira

ABAIXO-ASSINADO

Os Cinemas Guion em conjunto com a Associação dos Amigos e Moradores da Avenida Venâncio Aires Alfredo Schmidt, estarão colocando à disposição dos moradores e frequentadores do bairro um abaixo-assinado (petição online, nos cinemas, restaurantes e bares da região) solicitando providências junto às autoridades sobre os tópicos abaixo:

Nós, abaixo-assinados, amigos, freqüentadores da Redenção, dos Cinemas Guion, expositores do Brique e da Feira, moradores das proximidades e demais interessados na preservação desses espaços tão caros à cidade de Porto Alegre, denunciamos o descaso com o Parque Farroupilha, com a Rua José Bonifácio, Travessa da Paz, Avenida Venâncio Aires e Rua Lima e Silva, em especial aos domingos, expresso através de:

1) insegurança para os transeuntes, tanto pela falta de policiamento, quanto de iluminação;
2) consumo descontrolado de bebidas alcoólicas, inclusive por menores de idade, cenas deprimentes de bebedeiras e quebra-quebras, que transformaram os, até então, sossegados domingos, em cenários de horror;
3) vandalismo em relação ao patrimônio do Parque e dos bairros, atingindo desde as árvores e animais, destruição e queima de lixeiras, roubos de peças dos expositores do Brique, furtos de carros, entre outros;
4) atos obscenos e de atentado violento ao pudor, incluindo cenas de sexo explícito , atitudes de permanente desrespeito moral e de intimidação a todos;
5) término do tradicional cinema/café/chope no Guion aos domingos;
6) fechamento de inúmeras lojas do Shopping Nova Olaria e o possível fechamento dos cinemas;
7) transformação do Parque e das ruas dos bairros em espaço de permanente de venda de drogas, à vista de qualquer um, entre outros problemas correlatos.
Diante disso, exigimos que o Poder Público tome as providências cabíveis no sentido de restaurar a normalidade garantindo finais de semana de descanso e sossego, onde possamos voltar a transitar livremente sem medo de sermos assaltados, espancados, etc., justamente nos bairros mais tradicionais da cidade e num dos mais conhecidos cartões postais de nossa tão amada Porto Alegre.
www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6066

terça-feira, 27 de abril de 2010

não venda a alma ao diabo....


Vencer é ótimo, mas o mais importante é ter a consciência tranqüila, saber que tudo foi feito com ética.
Quando nós não escolhemos o que preferimos, estamos vendendo a alma ao diabo. Péssimo negócio!

Na literatura universal há diversas obras que contam essa história. Em seu livro "Fausto", o escritor alemão Goethe mostra um homem que, desiludido da vida, resolve vender a alma ao demônio em troca da juventude eterna. Thomas Mann, no romance "Dr. Faustus", mostra um músico que também vende a alma ao demônio, para fazer a mais bela melodia do mundo.

O resultado é sempre o mesmo: as pessoas sacrificam o essencial pensando que vão conseguir o que querem. E no final da história percebem que, apesar das conquistas materiais, perderam a essência da vida. Ninguém consegue servir a dois senhores ao mesmo tempo. Quem vive como escravo do dinheiro acaba sendo vítima do demônio. É um desperdício fatal, pois nossa alma não tem preço!

Quanto maior a velocidade das mudanças, mais inabaláveis devem ser os valores de uma pessoa. Seus princípios devem alimentar cada decisão de sua vida. Claro que dá mais trabalho vencer sendo honesto consigo mesmo, mas você vai sentir muito mais orgulho de si próprio. Os maiores aplausos têm de vir da sua consciência.
Vencer é ótimo, mas o mais importante é ter a consciência tranqüila, saber que tudo foi feito com ética. As melhores vitórias são as conquistadas com muito treinamento, estratégia e dedicação.

Respeite a si próprio e mantenha a dignidade. Talvez a curto prazo isso possa representar uma derrota, porém a certeza de poder contar consigo próprio criará os fundamentos da conquista de muitas vitórias lá na frente.

Texto extraído do livro Os segredos dos campeões, de Roberto Shinyashiki

sábado, 17 de abril de 2010

prática de exercícios físicos pode ajudar no tratamento de portadores de doenças crônicas



Portadores de doenças crônicas muitas vezes temem que a prática de exercícios físicos possa agravar os males que sofrem. Programas individualizados para esses pacientes, porém, crescem como alternativas para uma vida mais saudável.

Os benefícios da prática de atividades físicas são indiscutíveis. O hábito de fazer exercícios, seja ao ar livre ou em academias, é defendido por cientistas e recomendado por médicos como um dos melhores caminhos para uma vida saudável. Quem sofre de doenças crônicas, porém, costuma ter dúvidas sobre se pode ou não se exercitar. Diabéticos, hipertensos, asmáticos ou portadores de males degenerativos como Alzheimer e Parkinson nem sempre sabem que mexer o corpo pode ser parte do tratamento da patologia, desde que os exercícios sejam personalizados e voltados para as necessidades e limitações de cada um.

Tanto médicos quanto os profissionais dedicados ao atendimento dessas pessoas não têm dúvidas: a atividade física não é apenas benéfica para manter o corpo em forma, ela melhora a resistência e o bem-estar daqueles que se tornaram reféns de doenças sem cura, reduzindo a chance de complicações e aumentando a qualidade de vida dos pacientes. O cardiologista José Roberto Barreto explica que, dependendo do problema, as restrições existem, mas jamais devem impedir a prática. Para os hipertensos, por exemplo, atividades com muito peso ou carga não são indicadas.

De maneira geral, os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e natação, são mais recomendados. Para os pacientes idosos, é importante também a musculação.

– Ela impede a atrofia muscular. A prática deve ser encarada como parte do tratamento. Trinta minutos de atividades, três vezes por semana, trazem benefícios importantíssimos – garante o médico.

O cardiologista considera que a prática esportiva é fundamental para controlar o estresse, fator comum em pacientes crônicos.

– Em muitos casos, conseguimos até suspender a prescrição de medicamentos como ansiolíticos e tranquilizantes, além de reduzir as drogas que controlam a doença em si – observa Barreto.

O endocrinologista Marco Antônio Vivolo afirma que a prática de atividade física também é uma aliada no controle do diabetes tipo 2, a quarta maior causa de mortes no mundo – representa cerca de 3,8 milhões de óbitos por ano. Com uma dieta balanceada, os exercícios auxiliam na redução e no controle da glicemia (concentração de glicose no sangue). Eles aceleram o metabolismo, queimam calorias e controlam o peso, além de melhorarem a circulação sanguínea.

É preciso conscientização

Segundo o endocrinologista Marco Antônio Vivolo, o maior desafio dos médicos é conscientizar os pacientes sobre a importância de ser ativo, de praticar exercícios. No rol das doenças crônicas, os diabéticos são os que mais se beneficiam da atividade física. Os aeróbicos auxiliam na metabolização do açúcar no sangue.

– Para aqueles que dependem de injeções de insulina, natação, caminhadas, pedaladas e corridas contribuem para que a frequência delas seja menor – pondera o endocrinologista.

Ele acrescenta que falar em cura não é apropriado, mas quando o diabetes é resultante do mau aproveitamento da insulina, o exercício físico pode estabilizar as taxas e até fazer com que a pessoa não precise de medicamentos.

O avaliador físico e professor de academia Helder Rodrigo de Souza explica que hipertensos, diabéticos, cardiopatas e pessoas com problemas de joelho e coluna exigem realmente cuidados especiais.

– Fazemos uma avaliação física detalhada, analisamos a história da pessoa, o laudo dos médicos e até os medicamentos que o paciente toma para planejar os exercícios ideais – enfatiza.

A servidora pública Simone Leal da Rosa, 39 anos, foi surpreendida com oito pedras nos rins há quatro. O problema, decorrente de uma osteoporose sem causa identificada, comprometeu o órgão. Nesse caso, a reposição de cálcio é contraindicada.

– O meu nefrologista receitou a musculação como remédio. Disse que ela equivale a um comprimido por dia e que jamais poderia deixar de fazer essa modalidade. Relutei, porque sempre fiz ginástica localizada e nunca gostei de musculação, mas não posso negar os benefícios. A osteoporose na coluna regrediu para uma osteopenia. Eu, que cheguei a fraturar os dedos da mão batendo palmas, nunca mais tive fraturas – comemora Simone.

Movimento que traz saúde

Veja alguns exemplos de como a atividade física regular pode ajudar a enfrentar doenças:

ASMA
- Melhora a mecânica respiratória e previne as alterações toráxicas e posturais
- Aumenta a tolerância ao exercício e a capacidade de trabalho, com menor desconforto e broncoespasmo

CÂNCER
- Contribui para a melhora da capacidade funcional e do sistema imunológico, além de reduzir a fadiga imposta pelo tratamento
- Diminui a perda de força muscular e da densidade mineral óssea

DIABETES
- Diminui a hemoglobina glicosilada
- Reduz fatores de risco, doenças cardiovasculares e a síndrome metabólica

FIBROMIALGIA
- Aumenta as endorfinas endógenas e diminui os pontos dolorosos
- Melhora a qualidade do sono e humor

OSTEOPOROSE
- Aumenta a massa óssea e melhora o equilíbrio
- Reduz o risco de quedas e possíveis fraturas

HIPERTENSÃO
- Diminui o sobrepeso, uma das principais causas da doença
- Diminui o risco de acidente cardiovascular

VARIZES
- Melhora a circulação periférica e a força dos membros inferiores, auxiliando no retorno venoso

HÉRNIA DE DISCO
- Reduz o sobrepeso e, consequentemente, a sobrecarga sobre as articulações da coluna vertebral
- Fortalece a musculatura paravertebral, abdominal e da área central do corpo

quarta-feira, 14 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Bom Fim me tornou porto-alegrense


É muito difícil dizer o que mais gosto no Bom Fim, mas acho que preciso começar pela Avenida Osvaldo Aranha, com suas palmeiras, minha primeira imagem de Porto Alegre, quando aqui cheguei, vinda do interior de São Paulo. Sou caipira, sim!

Inicialmente, Porto Alegre e o Bom Fim foram uma breve parada, antes de ir para o interior do Rio Grande do Sul por dois anos, período no qual houveram inúmeros finais de semana na casa dos avós adotivos na Jacinto Gomes. Foram finais de semana marcados pelo brique, pelas sessões de cinema no Baltimore (que saudade!), pelo Bar do Beto e, principalmente, pelos almoços na casa do Beto, que foi o dono do bar.

Decidida a tentar ser porto-alegrense, radiquei-me definitivamente na Capital, morando na Ferreira de Abreu, na Santana com a Laurindo, depois na Jacinto Gomes, de onde saí para casar com um carioca e morar um tempinho no Rio de Janeiro. Essas ruas eram quase Bom Fim, uma zona de transição, e por elas fiz meu marido se encantar e decidir morar aqui.

Voltamos e fomos morar num apartamento na Vespúcio de Abreu, ainda na zona de transição Santana-Farroupilha-Bom Fim. Nessa rua, nasceu nosso filho, tão gaúcho que se chama Bento. O Bento foi batizado na Santa Terezinha, aprendeu as primeiras letras no Santa Rosa de Lima e hoje é aluno do Colégio Militar.

Precisamos de outro apartamento e, como um processo inexorável, fomos para a João Telles, coração do Bom Fim. Me sinto agora total e plenamente em casa. Adoro atravessar a rua e comprar as delícias da Carina, tomar café no Viena, locar filmes na Espaço Vídeo, as passadas no fim de tarde no Zaffari da Fernandes, os livros da Traça, as compras na Osvaldo Aranha. E, principalmente, adoro observar e conversar com os moradores do bairro, gente de todas as idades que demonstra estar tão em casa como eu, e a maioria com um astral muito alto.

Poderia usar páginas e páginas com tudo o que o Bom Fim tem de bom, mas vou resumir citando as festas da minha cabelereira, a Milene (ali, quase na esquina da Henrique Dias). Só no Bom Fim poderia existir um salão como o dela, com festas de aniversário que avançam pela rua, contagiando o bairro de alegria.
DENISE DUARTE BRUNO
publicado na zero hora(zh bairros)09-04-2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

8 cortes,diz campanella

Los Angeles - Já se transformou em tradição o encontro no sábado de manhã dos candidatos a melhor filme estrangeiro no Samuel Goldwyn, o luxuoso teatro da Academia de Hollywood. E, neste ano, sob o comando de Mark Johnson, que participa do comitê dessa categoria, todos se voltaram para o argentino Juan José Campanella, diretor de “O Segredo de Seus Olhos”. “Queremos saber como foi rodada a cena do estádio de futebol”, inquiriu Johnson que, antes, a narrou para a plateia - o filme ainda não estreou nos Estados Unidos.
De fato, é uma tomada aparentemente sem cortes de cinco minutos e meio, que começa com uma vista aérea de um estádio de futebol lotado, aproxima-se dos jogadores até focar um homem na torcida que passa a ser perseguido pelos policiais protagonistas. A cena continua com corrida atrás do homem e termina quando ele invade o campo de jogo. “Eu sabia que ia ser perguntado sobre isso”, brincou Campanella, confessando que não se trata, de fato, de uma tomada única. “Foram oito, na verdade, e levamos oito meses de preparação e três dias de filmagem.”
Segundo ele, o efeito de continuidade é resultado de uma trucagem de alta tecnologia. “ê tão bem feito que já ouvi pessoas contarem terem visto quadro a quadro no DVD e, mesmo assim, não terem descoberto os momentos de corte.”