sexta-feira, 9 de abril de 2010

Bom Fim me tornou porto-alegrense


É muito difícil dizer o que mais gosto no Bom Fim, mas acho que preciso começar pela Avenida Osvaldo Aranha, com suas palmeiras, minha primeira imagem de Porto Alegre, quando aqui cheguei, vinda do interior de São Paulo. Sou caipira, sim!

Inicialmente, Porto Alegre e o Bom Fim foram uma breve parada, antes de ir para o interior do Rio Grande do Sul por dois anos, período no qual houveram inúmeros finais de semana na casa dos avós adotivos na Jacinto Gomes. Foram finais de semana marcados pelo brique, pelas sessões de cinema no Baltimore (que saudade!), pelo Bar do Beto e, principalmente, pelos almoços na casa do Beto, que foi o dono do bar.

Decidida a tentar ser porto-alegrense, radiquei-me definitivamente na Capital, morando na Ferreira de Abreu, na Santana com a Laurindo, depois na Jacinto Gomes, de onde saí para casar com um carioca e morar um tempinho no Rio de Janeiro. Essas ruas eram quase Bom Fim, uma zona de transição, e por elas fiz meu marido se encantar e decidir morar aqui.

Voltamos e fomos morar num apartamento na Vespúcio de Abreu, ainda na zona de transição Santana-Farroupilha-Bom Fim. Nessa rua, nasceu nosso filho, tão gaúcho que se chama Bento. O Bento foi batizado na Santa Terezinha, aprendeu as primeiras letras no Santa Rosa de Lima e hoje é aluno do Colégio Militar.

Precisamos de outro apartamento e, como um processo inexorável, fomos para a João Telles, coração do Bom Fim. Me sinto agora total e plenamente em casa. Adoro atravessar a rua e comprar as delícias da Carina, tomar café no Viena, locar filmes na Espaço Vídeo, as passadas no fim de tarde no Zaffari da Fernandes, os livros da Traça, as compras na Osvaldo Aranha. E, principalmente, adoro observar e conversar com os moradores do bairro, gente de todas as idades que demonstra estar tão em casa como eu, e a maioria com um astral muito alto.

Poderia usar páginas e páginas com tudo o que o Bom Fim tem de bom, mas vou resumir citando as festas da minha cabelereira, a Milene (ali, quase na esquina da Henrique Dias). Só no Bom Fim poderia existir um salão como o dela, com festas de aniversário que avançam pela rua, contagiando o bairro de alegria.
DENISE DUARTE BRUNO
publicado na zero hora(zh bairros)09-04-2010

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