sexta-feira, 21 de maio de 2010

O time do São Paulo não precisa de elenco


O time do São Paulo não precisa de elenco, de jogador, de treinador, presidente, CT, nada. Tá tudo la. Entre questionaveis e inquestionaveis, é capaz sim de disputar qualquer titulo.

O que faltava? Tesão!

Sim, tesão! Aquela coisa de querer fazer o terceiro quando o jogo está resolvido. Aquela vontade de dar um carrinho e ver a torcida vibrar com ele. O prazer de ver a casa cheia, de fazer um belo gol, de sair aplaudido.

Não confunda vontade de vencer com vontade de jogar bola. Vontade de vencer o SPFC tem e sempre teve. O que não tinha era vontade de jogar bola.

Com aqueles penaltis, um despertador tocou. Rogério vibrando no meio campo, a torcida feliz, pulando, o time abraçado com o suor da conquista em cima do imponderável e não do planejavel.

Futebol, como ele sempre foi. Apaixonante. Pra você, pra mim e pra eles.

Jogadores também precisam estar apaixonados para fazer algo bem feito. E no SPFC ninguém se apaixona há muito tempo. É frio, um casamento de rotina, chato, com bons frutos, mas… sem vida.

E então, com o grupo motivado, encantando com a emoção da conquista, vem o Mineirão. E lá, vem a filosofia do regulamento na mão e da raça. O SPFC conquista outra vitória muito suada, dificil. mas sem jogar nada que encha os olhos. Até natural, o time não estava pronto.

Chega o tal “cara”. Aquele que mudou TUDO em 2005, e que pode mudar agora. Não porque ele é o Pelé, mas porque chama o jogo e FALA em campo.

Acaba o time de mudos, acaba a falta de referencia, acaba a falta de liderança na frente, acaba a apatia e o time sorri. Eles driblam e dão risada. Vibram com os gols, se abraçam, pulam, vivem o jogo.

Resultado? O Tricolor entra em campo e joga uma partida fantástica diante de um dos maiores clubes do mundo, que é o Cruzeiro.

Teve olé, bola na trave, golaço, drible, raça, suor e, finalmente, paixão!

Aquela cena dos jogadores juntos agradecendo a torcida no meio do campo mostra bem tudo isso. Não é entrar, vencer e sair.

É entrar, sentir o clima, aceitar o jogo, buscar o melhor e sair cansado, suado, morto, mas… com a sensação de ter ido ao limite.

Pode perder! Foda-se, faz parte. Mas aceite o jogo. A covardia não condiz com a camisa do São Paulo.

Ontem, depois de muito tempo, eu vi o São Paulo em campo.

Não aquele que vence apenas. Aquele que apaixona.

Bom te ver de novo, Tricolor.

http://www.ricaperrone.com.br/2010/05/prazer-em-reve-lo-tricolor/

Nenhum comentário:

Postar um comentário